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Quarta, 24 de Maio 2017.



COLUNISTAS

Paiva Netto EscrevePaiva Netto

21/02/2011 05:43:58

Dependência virtual

Se existe algo que podemos denominar revolução dinâmica — a que não somente inaugura uma nova etapa no desenvolvimento da sociedade, mas também se renova permanentemente — é a tecnologia. O que é lançado hoje no mercado como de última geração logo se torna ultrapassado.
Constantes avanços cibernéticos vêm desencadeando melhorias em vários campos de atuação humana. A internet é um dos pilares desse sistema sem fim, e cada vez mais pessoas têm acesso ao mundo virtual.

UNIVERSO SEDUTOR
A busca pelo saber, pelo entretenimento (games, bate-papo e redes sociais), comodidades como realizar movimentações financeiras no conforto de sua casa, escritório ou lan house, em apenas um clique, são alguns dos benefícios que a rede mundial de computadores propicia. Assistimos pelo mundo que recursos da internet são usados até mesmo na aceleração de mudanças governamentais. Contudo, a utilização desses meios desacompanhada do bom senso imensos prejuízos pode provocar. Um deles é o que os especialistas chamam de ciberviciado. Trata-se de internautas com compulsão ou dependência da internet. Estudiosos a consideram uma das mais graves doenças psíquicas da atualidade. O internauta compulsivo fica ainda propenso a desenvolver doenças, como trombose venal profunda, ansiedade, depressão e obesidade. Sem contar os funestos resultados dos que não conseguem se livrar da teia virtual no campo afetivo, familiar e profissional.
São perigos a que todos estão expostos, em particular os adolescentes. Os jovens se encontram numa fase de descoberta da própria identidade. Muitos procuram nas redes sociais sua “turma” e, ao ultrapassar o limite da autoafirmação, se deparam com a dependência digital, resumindo sua vida ao sedutor universo virtual.

TRATAMENTO
Na maioria dos casos, a cura se resume, de acordo com especialistas, no afastamento do ciberviciado do contato com o computador, criando novos e prazerosos hábitos. Para muitos psicólogos, porém, não basta proibir, já que, de acordo com o grau de dependência, ele pode trocá-la pelas drogas. Situações assim requerem um psicoterapeuta, profissional habilitado que ajudará o paciente a encontrar as razões que o levaram ao vício e buscar alternativas na solução do problema.
No Brasil, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo é uma das instituições que desenvolvem tratamento para essa doença. Outras informações podem ser obtidas pelo site www.dependenciadeinternet.com.br.
Não desprezemos também os recursos da prece. A oração sincera de quem deseja curar-se ou daquele que quer ajudar a quem precisa pode produzir verdadeiros milagres. Jesus, no Seu Evangelho segundo Mateus, 7:7 a 11, nos ratifica essa esperança: “— Pedi e Deus vos dará. Deus não é indiferente nem à morte de um passarinho. Se teu filho te pede um pão, tu lhe dás uma pedra? Se teu filho te pede um peixe, tu lhe dás uma serpente? Ora, se tu, que és mau, sabes dar boas coisas a teu filho, que é que não dará o Pai que está no Céu?”.
O progresso é o que todos almejamos, mas o usemos realmente a favor da Humanidade.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br – www.boavontade.com

Paiva Netto


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