A ocasião chama a atenção para o papel cada vez mais estratégico desses profissionais na promoção da saúde, na prevenção de doenças e na melhoria da qualidade de vida da população
Em 1º de setembro, o Brasil celebra o Dia do Profissional de Educação Física, uma data que vai muito além da homenagem a uma categoria. A ocasião chama a atenção para o papel cada vez mais estratégico desses profissionais na promoção da saúde, na prevenção de doenças e na melhoria da qualidade de vida da população.
A data marca a aprovação da Lei Federal nº 9.696/1998, que regulamentou a profissão e criou o Sistema CONFEF/CREFs. Em Pernambuco, a valorização da categoria ganhou um marco próprio com a Lei Estadual nº 16.609/2019, que instituiu a Semana Estadual do Profissional de Educação Física, realizada na primeira semana de setembro, e o Setembro Verde, período dedicado à valorização da profissão e à promoção da saúde e da qualidade de vida.
A atuação do Profissional de Educação Física está presente em diferentes espaços da sociedade. Ele está nas escolas, academias, hospitais, projetos sociais, unidades de saúde e em diversos serviços públicos e privados. Em todos esses ambientes, seu trabalho tem um ponto em comum: orientar a prática de exercícios físicos de maneira segura, planejada e adequada às necessidades de cada pessoa.
O combate ao sedentarismo é um dos grandes desafios da saúde pública contemporânea. Nesse cenário, a prática regular de exercícios físicos pode contribuir para a prevenção e o controle de diversas doenças, como obesidade, diabetes, hipertensão, sarcopenia e osteoporose, além de auxiliar na saúde cardiovascular, metabólica, musculoesquelética, neurológica e mental.
Mas é importante fazer uma distinção: não basta simplesmente se movimentar. O benefício está também na forma como o exercício é planejado e executado. Duração, frequência, volume, intensidade, ritmo, modalidade, tempo de descanso e tipo de treinamento precisam ser considerados de acordo com as características, objetivos e condições de cada indivíduo. É justamente nesse ponto que entra a atuação do Profissional de Educação Física.
O treinamento de força, como a musculação, e os exercícios aeróbicos também têm ganhado espaço nas estratégias de emagrecimento. Com o avanço do uso de medicamentos à base de GLP-1, a orientação profissional para a prática de exercícios se torna ainda mais relevante, especialmente diante da necessidade de preservar a massa muscular durante o processo de perda de peso.
A atuação desses profissionais não deve ser vista apenas sob a perspectiva esportiva ou estética. Educação Física também é saúde, prevenção, inclusão e qualidade de vida. Por isso, ampliar a presença desses profissionais em políticas públicas é uma medida que pode produzir impactos positivos em diferentes fases da vida.
Nesse sentido, estão entre as pautas defendidas pela categoria a oferta diária de Educação Física nas escolas, a presença de profissionais habilitados em todas as etapas da educação básica e superior, melhores condições de trabalho, investimentos em espaços e equipamentos esportivos, redução da carga tributária para academias e a ampliação da atuação dos Profissionais de Educação Física no Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo UBS, CAPS, hospitais e programas de saúde.
A orientação, a docência, a prescrição e o acompanhamento de exercícios físicos são atribuições profissionais que exigem formação e habilitação junto ao Sistema CONFEF/CREFs. A atuação sem a devida habilitação pode resultar em responsabilizações nas esferas civil, criminal, ética e administrativa.
Neste Setembro Verde, a mensagem é simples, mas necessária: cuidar da saúde também passa pelo movimento. E, para que o exercício físico seja realizado de forma segura, eficiente e adequada às necessidades de cada pessoa, é fundamental contar com a orientação de um Profissional de Educação Física.
Valorizar essa profissão é, acima de tudo, reconhecer que investir em Educação Física significa investir em prevenção, saúde e qualidade de vida para toda a sociedade.