Seminário Pernambucano de Autismo lota Centro de Eventos do Recife, e consolida debate prático sobre o espectro

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Crédito foto: Thiago Paixão

Promovido pela Universidade da Inclusão, primeira edição do evento reuniu especialistas, profissionais e famílias em um dia inteiro de trocas, aprendizados e práticas baseadas em evidências

O Seminário Pernambucano de Autismo foi um sucesso de público e conteúdo. Realizado durante todo o sábado (31), no Centro de Eventos do Recife, na Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS), o encontro reuniu centenas de participantes e manteve o espaço completamente lotado ao longo de todas as palestras.

Promovido pela Universidade da Inclusão, o evento cumpriu o propósito de aproximar ciência e prática, oferecendo uma imersão atualizada sobre o transtorno do espectro autista (TEA), com foco em estratégias aplicáveis ao cotidiano de profissionais, estudantes, famílias e gestores públicos de diferentes áreas.

Um dos destaques da programação foi a palestra de Kadu Lins, que abordou o tema “Exercício físico no autismo: práticas baseadas em evidências”. Para o palestrante, o seminário teve um papel fundamental na reconstrução da esperança de muitas famílias. “O sentimento de todo mundo é que está, de fato, resgatando a esperança que muitas famílias tinham perdido. A ideia, desde a montagem da grade e das atrações do dia, foi fazer com que as pessoas voltassem a acreditar que o autismo pode, sim, ter um futuro melhor. Além de muito conhecimento técnico, prático e teórico, estamos levando um conhecimento muito humanizado”, afirmou Kadu.

Ele também ressaltou o alcance e o sucesso do evento. “Foram mais de 600 famílias impactadas e pessoas de mais de 15 municípios presentes. Então é agradecer a Deus e partir para o próximo”, completou.

Outro momento de grande repercussão entre o público foi a palestra de Tamires Ratis, diretora da Universidade da Inclusão, que apresentou o tema “Manejo de comportamento interferente: intervenções baseadas em evidências”. Ao avaliar o seminário, Tamires destacou o caráter transformador da iniciativa. “Incrível e inspirador. O seminário significou exatamente isso: um evento transformador, de inclusão de pessoas autistas e de famílias. O dia de hoje se resume em transformação. Todos que estiveram aqui saem transformados. A expectativa já é altíssima para o segundo seminário”, enfatizou.

A experiência vivenciada ao longo do dia também foi destacada por participantes do evento. Para a educadora inclusiva, neuropsicopedagoga e professora da Rede Pública, Bruna Camelo, o seminário reforçou a importância de um olhar humano aliado à técnica. “Eu tenho o autismo como um propósito de vida, porque também sou mãe atípica. Quem atua com o público autista precisa estar aberto a novos olhares, novas práticas e a uma atuação humana e eficaz. O seminário me fez, mais uma vez, ampliar esse olhar. Todos os profissionais que passaram por aqui me emocionaram. Quando se fala em técnica, fala-se também, antes de tudo, do olhar humano”, destacou.

Ao longo do dia, o evento contou ainda com palestras de Dra. Mirella Lacerda, Pinho Fidelis, Gabriela Ferro, Gleyce Lira, Joana Ferreira, Suelene Reis, Carla Patrícia, Dr. Reginaldo Freire, Polly Fitipaldi e Priscila Figueiredo, reunindo diferentes olhares e áreas de atuação dentro do espectro autista.

Além do conteúdo científico e prático, o seminário ofereceu espaço para stands de marcas e instituições voltadas à inclusão, entrega de kit congressista, ambiente climatizado e certificado de participação, fortalecendo a troca de experiências e o networking entre profissionais e famílias.

 

 

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