Instituto do Autismo marca Dia do Orgulho Autista com campanha sobre diversidade de percepções

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Foto: Divulgação Instituto do Autismo

Com o tema “Orgulho do nosso jeito de ver o mundo”, o Instituto do Autismo promove uma campanha que convida a sociedade a olhar para a neurodiversidade sob uma nova perspectiva

Mais do que uma data de conscientização, o Dia do Orgulho Autista, celebrado em 18 de junho, é um momento para reconhecer e valorizar a identidade das pessoas autistas. Com o tema “Orgulho do nosso jeito de ver o mundo”, o Instituto do Autismo promove uma campanha que convida a sociedade a olhar para a neurodiversidade sob uma nova perspectiva.

A proposta é compreender que não existe apenas uma forma de perceber, sentir e interpretar o mundo. Cada pessoa constrói suas experiências de maneira única, e essa diversidade de olhares torna a convivência mais rica e humana.

A campanha deste ano traz uma ilustração produzida por Camila dos Santos, assistida da unidade Poço da Panela. A obra traduz visualmente a mensagem central da iniciativa: diferentes formas de enxergar a realidade podem revelar novas possibilidades, sensibilidades e maneiras de se conectar com o mundo.

Ao longo dos anos, o debate sobre o autismo avançou em diversas áreas. No entanto, ainda é comum que pessoas autistas sejam vistas a partir de suas diferenças, e não de suas potencialidades. A campanha busca justamente provocar uma mudança de perspectiva, substituindo o julgamento pela curiosidade, a padronização pelo respeito e a exigência de adaptação individual pela construção de ambientes mais acolhedores.

Para Kadu Lins, fundador do Instituto do Autismo, a data representa uma oportunidade de ampliar a compreensão sobre a neurodiversidade.

“O Dia do Orgulho Autista é um convite para que a sociedade amplie seu olhar sobre a neurodiversidade. Cada pessoa autista percebe e interpreta o mundo de maneira única, e essas diferenças precisam ser respeitadas e valorizadas. Mais do que falar sobre inclusão, precisamos construir ambientes preparados para acolher diferentes formas de ser, aprender e se relacionar”, afirma.

 

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