Dia do Amigo destaca a importância das amizades para a saúde mental e a qualidade de vida

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Foto: Divulgação

Especialista afirma que vínculos afetivos fortalecem a saúde emocional, estimulam funções cognitivas e contribuem para uma vida mais longa e equilibrada

Muito além das conversas, dos momentos de descontração e das memórias compartilhadas, a amizade exerce um papel fundamental na saúde física e mental. Celebrado em 20 de julho, o Dia do Amigo convida à reflexão sobre a importância dos vínculos afetivos e o impacto positivo que eles exercem no bem-estar e até na longevidade.

“Manter uma rede de apoio formada por amigos é um importante fator de proteção para a saúde emocional. As relações de amizade oferecem acolhimento, fortalecem o sentimento de pertencimento e ajudam a enfrentar os desafios da vida cotidiana com mais equilíbrio.”, explica o psicólogo e professor André Cruz, da UniFG, integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima.

A ciência também reforça essa importância. Estar próximo de pessoas com quem se pode contar reduz a sensação de solidão e favorece a liberação de hormônios relacionados ao contentamento, como a ocitocina, conhecida por intensificar os vínculos sociais e promover sentimentos de confiança e segurança. Como consequência, há redução dos níveis de estresse e ansiedade, além do aumento da capacidade de enfrentar situações adversas com maior resiliência.

As amizades representam ainda um espaço para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais. Nas interações do dia a dia, as pessoas aprendem a dialogar, resolver conflitos, respeitar diferenças, exercitar a empatia e se expressar de forma saudável. Esse processo agrega à inteligência emocional e contribui para relações interpessoais mais harmônicas em diferentes contextos.

“Amizades saudáveis favorecem a expressão das emoções. Conversar com alguém de confiança muitas vezes permite organizar os pensamentos, enxergar novas possibilidades e perceber aspectos da realidade que poderiam passar despercebidos. Além disso, essas relações ajudam a proteger o indivíduo do isolamento, um fator frequentemente associado ao sofrimento psicológico”, destaca Cruz.

Outro benefício está relacionado ao funcionamento do cérebro. A convivência social estimula processos cognitivos, como memória, atenção e raciocínio, além de possibilitar o exercício da comunicação. Em uma rotina cada vez mais acelerada e marcada pelas interações digitais, reservar tempo para cultivar amizades torna-se um hábito necessário para preservar a saúde integral.

Amizade “de verdade”

Segundo o psicólogo, é essencial saber identificar uma amizade genuína. “Alguns elementos são fundamentais para reconhecer a autenticidade de uma relação, como respeito, reciprocidade e, principalmente, a liberdade para que cada pessoa possa ser quem realmente é. O verdadeiro amigo não está presente apenas nos momentos de alegria ou quando há algum ganho envolvido, mas também permanece ao lado nos períodos de dificuldade, oferecendo apoio e acolhimento.”

Cruz ressalta, por fim, que uma amizade saudável proporciona o crescimento pessoal. “Uma relação verdadeira não alimenta comportamentos destrutivos, dependência ou competição constante. Pelo contrário, estimula o amadurecimento, a responsabilidade e uma vida com mais propósito. Isso não significa ausência de conflitos. As diferenças fazem parte de qualquer amizade e podem fortalecer o vínculo quando são conduzidas com diálogo, respeito aos limites e disposição para compreender o outro. No fim, o amigo de verdade valoriza quem a pessoa é, e não o que ela possui”, conclui.

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