Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), o joanete, ou hálux valgo, é uma das deformidades mais comuns dos pés, acometendo principalmente as mulheres
Durante muito tempo, o joanete foi visto apenas como um problema estético. Hoje, no entanto, cada vez mais pacientes procuram tratamento antes que a deformidade provoque dores intensas e limite atividades simples, como caminhar ou praticar exercícios. A busca precoce por atendimento tem permitido melhores resultados e evitado a progressão da doença.
Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), o joanete, ou hálux valgo, é uma das deformidades mais comuns dos pés, acometendo principalmente as mulheres. Estudos apontam que a condição afeta cerca de 23% dos adultos e mais de 35% das pessoas acima dos 65 anos, sendo influenciada por fatores genéticos, alterações na estrutura dos pés e pelo uso frequente de calçados estreitos ou de salto alto.
Para o ortopedista especialista em pé e tornozelo do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Recife (IOT), Dr. Ricardo Villar, o principal erro é adiar a consulta até que a dor se torne incapacitante. “O joanete é uma deformidade progressiva. Quanto mais cedo o paciente procura avaliação, maiores são as chances de controlar os sintomas e evitar o agravamento do desalinhamento do pé”, explica.
Além da saliência na base do dedão, o joanete pode provocar dor, inflamação, dificuldade para usar calçados e alterações na forma de caminhar. Em estágios mais avançados, a sobrecarga pode atingir tornozelos, joelhos, quadris e até a coluna.
Ao contrário do que muitos imaginam, nem todo caso precisa de cirurgia. Nos estágios iniciais, o tratamento pode incluir troca de calçados, uso de palmilhas, fisioterapia e acompanhamento ortopédico. “A cirurgia é indicada quando há dor persistente ou comprometimento da qualidade de vida. Hoje contamos com técnicas menos invasivas, que oferecem recuperação mais rápida e melhores resultados funcionais”, destaca o especialista.
Dr. Ricardo Villar também esclarece que o salto alto não é o único responsável pelo surgimento do joanete. “A predisposição genética é um dos principais fatores. O calçado inadequado costuma acelerar a evolução de uma deformidade que já existia”.
O especialista reforça que procurar atendimento nos primeiros sinais é a melhor forma de preservar a mobilidade. “O objetivo do tratamento não é apenas aliviar a dor, mas impedir que o problema evolua e comprometa a qualidade de vida. Cuidar cedo significa manter a autonomia e continuar realizando as atividades do dia a dia com conforto”, conclui.
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