O parlamentar afirmou que o problema que, historicamente, se concentrava em áreas do centro da cidade, se espalhou por praticamente toda a capital
O líder da oposição na Câmara Municipal do Recife, Vereador Felipe Alecrim (NOVO), usou a tribuna da Casa para denunciar o que classificou como ‘abandono da população em situação de rua pela Prefeitura do Recife’.
O parlamentar afirmou que o problema que, historicamente, se concentrava em áreas do centro da cidade, se espalhou por praticamente toda a capital, e cobrou ações estruturantes do Poder Executivo. “Infelizmente, em cada bairro que nós passamos aqui na nossa cidade, temos famílias inteiras vivendo nas ruas. O mais agravante é que a prefeitura não tem um projeto que possa mudar essa realidade. Eu lanço um desafio a qualquer vereador da situação que venha debater comigo, e apresente um projeto que tenha tido sucesso e que tenha reduzido a quantidade de pessoas em situação de rua”, desafiou Alecrim.
Em seu discurso, o líder da oposição fez questão de criticar a precariedade dos equipamentos públicos destinados ao atendimento dessa população, e afirmou que a rede municipal não oferece assistência adequada. “A gente vê um Centro Pop que não funciona, um abrigo que não funciona, um CRAS que não tem gente suficiente para atender, unidades de saúde que não estão preparadas para lidar com essas pessoas. Ninguém escolhe viver nas ruas e dormir nas calçadas. Mas acontece que o poder público tem negligenciado essa realidade”.
Felipe Alecrim citou requerimentos de sua autoria, aprovados pela câmara, entre eles uma proposta para criação de um centro destinado à higiene e acolhimento. “A ideia é que as pessoas pudessem ter um lugar para tomar banho, para lavar a roupa, mas acima de tudo para se sentir acolhida, com psicólogo, assistente social e equipe multidisciplinar”.
O parlamentar também criticou a falta de dados consolidados sobre essa população e afirmou que a ausência de um censo institucionalizado dificulta a formulação de políticas públicas. Ao destacar o trabalho realizado por paróquias, voluntários e instituições, citou a ‘Casa do Pão’ como exemplo de iniciativa que, segundo ele, atua onde o poder público não chega. “O único trabalho de ação social que funciona é aquilo que a igreja e as instituições realizam. A gente não vê a prefeitura, tocar um projeto sequer para transformar essa realidade. A gestão está muito mais preocupada com publicidade, com festa e com propaganda, deixando de lado aquilo que é realmente essencial”, finalizou.








