Ano começa com 31 oficinas do Programa Juventude Presente

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Jovens jogam capoeira na quadra da escola. (Foto de Pablo Carvalho/SPVD)

Adolescentes e jovens têm acesso a aulas práticas de capoeira, grafite, danças urbanas, conscientização ambiental nas próprias comunidades em que moram

O programa Juventude Presente inicia os primeiros dias de 2021 com 31 oficinas com temas de interesse da garotada, como danças urbanas, grafite, capoeira e conscientização ambiental. As aulas têm oferecido oportunidades aos jovens, que começam a exercitar o protagonismo, a expressão artística e a valorizar o local onde moram. As oficinas são direcionadas a adolescentes e jovens, de 12 a 29 anos, e são feitas na própria comunidade.

O eixo de Conexões Socioculturais do Programa Juventude começou a oferecer oficinas com a temática jovem a partir de outubro de 2020, com a seleção de oficineiros, definição das oficinas apresentadas na primeira fase e a instalação das primeiras turmas. Foram iniciadas 69 oficinas. Até o momento, o programa já atingiu 1.097 adolescentes e jovens.

O secretário de Políticas de Prevenção à Violência e às Drogas, Cloves Benevides, considera o Programa Juventude Presente estratégico, principalmente, por abrir canais de diálogo com os jovens e por oferecer oportunidades para o grupo etário tão carente de opções, além da educação pública. “O Governo do Estado busca atrair os mais jovens para atividades que dialogam com suas expectativas, tendo como base os interesses culturais da própria comunidade”, defende o secretário Cloves Benevides.

ABRANGÊNCIA –  As oficinas também representam oportunidade para os oficineiros, que são identificados e contratados nas comunidades. O objetivo do programa é oferecer 590 oficinas, dez em cada um dos territórios prioritários de prevenção social. O plano é beneficiar os territórios nos municípios do Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Paulista, Igarassu, Itamaracá, Camaragibe, São Lourenço da Mata, Cabo de Santo Agostinho, Nazaré da Mata, Vitória de Santo Antão, Palmares, Caruaru, São Joaquim do Monte, Bonito, Barra de Guabiraba, Limoeiro e Petrolina.

As oficinas são acompanhadas de perto por técnicos da Secretaria de Políticas de Prevenção à Violência e às Drogas. O acompanhamento serve como fiscalização das atividades e também para identificar as oficinas que se destacam. Estas oficinas são analisadas para os acertos serem potencializados nas demais. Se o destaque estiver relacionado com o oficineiro, ele é convidado para ter novas turmas.

As oficinas de danças urbanas, por exemplo, evidenciaram, para o programa, o talento do dançarino Dielson Pessôa, que reúne sua experiência de bailarino profissional e a preocupação em trabalhar diretamente para a turma jovem da comunidade. Com outra bagagem, o oficineiro Marcos José, em Cajueiro Seco, Jaboatão dos Guararapes, atraiu a atenção do programa com sua turma hip-hop e música eletrônica. Outro efeito colateral surgiu na Ilha de Deus, que teve instalada oficina de grafite. Lá, os moradores pedem para que as aulas de grafite utilizem as paredes externas das suas casas, que ganham desenhos coloridos. Há desenhos que contam a história da comunidade.

As primeiras oficinas são de grafite, danças, capoeira e conscientização ambiental, mas também estão programadas oficinas de fotografia, produção de vídeo, circo, percussão e futebol. O foco na escolha da temática é sua aderência junto a adolescentes e jovens. Além das aulas práticas, os jovens ganham máscara, camisa do programa e lanche a cada oficina. O uso de máscara é obrigatório para todos.

Oficina de capoeira com jovens em Dois Unidos. Foto: Pablo Carvalho/SPVD

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