Técnicas menos invasivas favorecem a recuperação, mas especialista alerta que retorno aos treinos deve respeitar cicatrização, força e estabilidade de cada paciente
Para quem pratica corrida, futebol, beach tennis ou academia, uma das primeiras dúvidas diante de uma cirurgia no pé ou tornozelo é quando será possível voltar aos treinos. Com o avanço de técnicas menos invasivas, como a cirurgia percutânea, realizada por pequenas incisões, a recuperação pode ser mais confortável e, em casos selecionados, mais rápida.
Segundo o ortopedista especialista em pé e tornozelo Dr. Gabriel Monteiro, do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Recife (IOT), rapidez, porém, não deve ser o principal objetivo. “Antecipar etapas pode comprometer o resultado da cirurgia e aumentar o risco de uma nova lesão. O retorno precisa ser individualizado”, alerta.
Os prazos variam conforme o procedimento. Após cirurgia de joanete, atividades leves podem ser retomadas progressivamente por volta de quatro semanas, enquanto corrida e esportes de impacto costumam exigir de três a quatro meses. Para pé cavo, a média é de três a quatro meses; pé plano e fraturas do tornozelo, de três a seis meses; e reconstruções dos ligamentos do tornozelo, geralmente entre três e quatro meses.
Idade, peso, condicionamento físico, modalidade esportiva e resposta à fisioterapia também interferem na recuperação. Antes da liberação, o médico avalia cicatrização, consolidação óssea, movimento, força, equilíbrio e estabilidade. “O objetivo não é simplesmente voltar rápido, mas retornar no momento certo, com segurança, confiança e condições de recuperar o desempenho esportivo”, conclui Dr. Gabriel Monteiro.
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