Editora UFPE celebra Dia do Estudante com oferta de livros pela metade do preço

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Para receber o desconto, é necessário realizar o pedido na quinta-feira e quitá-lo no mesmo dia, até as 17h

Em alusão à prática de se cobrar meia-entrada para alunas e alunos como modo de facilitar o acesso a eventos artístico-culturais, todo o acervo de livros físicos da Editora UFPE vai estar à venda pela metade do preço nesta quinta-feira (11), Dia do Estudante. A promoção, criada em 2020, é válida apenas para compras on-line feitas através da livraria virtual do órgão suplementar.

Além do desconto de 50%, a publicadora oferece frete gratuito para remessas a qualquer cidade do país via Correios. Para receber o desconto, é necessário realizar o pedido na quinta-feira e quitá-lo no mesmo dia, até as 17 horas. A ação promocional é válida para qualquer pessoa, não havendo necessidade de ser estudante para participar.

No acervo de obras físicas da Editora UFPE, há opções que contemplam os mais diferentes campos do conhecimento. Nos dias que antecedem a promoção do Dia do Estudante, a publicadora vai destacar, em seus perfis no Instagram (@editoraufpe) e no Facebook, alguns títulos como sugestões de compra para os leitores. A ideia é contemplar livros que remetam a temas atuais, como a luta da mulher na garantia de direitos, o antirracismo, a promoção de uma cultura de não violência e a recomposição dos meios de comunicação diante da proliferação do uso de smartphones e streamings.

OBRAS SUGERIDAS – Uma das obras sugeridas é “Pretas de honra: vida e trabalho de domésticas e vendedoras no Recife do século XIX” (de R$ 35 por R$ 17,50), de Maciel Henrique Silva, publicada pela Editora UFPE em parceria com a Editora da Universidade Federal da Bahia. No livro, dimensões cotidianas, representações culturais e relações de trabalho são articuladas no sentido de apresentar um quadro de experiências sociais das mulheres que serviam como domésticas e como vendedoras para senhores de escravos, locatários e patrões.

O autor aborda o cotidiano de mulheres escravizadas, libertas e livres pobres que precisaram agenciar suas vidas num período em que as práticas sociais eram ainda pautadas pela escravidão. Nas ruas, praças e pontes do Recife no século XIX, circulavam mulheres trabalhadoras cujas vidas, e muitas vezes os corpos, estavam marcadas pelos ofícios que realizavam: cozinheiras com as vestes sujas, mucamas galantemente vestidas, vendedoras adornadas para o exercício da ocupação, muitas sem cabelos na cabeça de tanto carregar tabuleiros diariamente.

Na obra, o autor analisa o dia a dia de tais mulheres, pondo em evidência as marcas, lutas e destinos que protagonizaram. Trata-se de dar visibilidade histórica a escravas, libertas e livres, africanas livres, pretas, pardas e mesmo brancas que fizeram mais do que compor a paisagem urbana com seus coloridos, seus cheiros, suas falas. Elas estavam imersas em um contexto de escravidão urbana, e eram fundamentais à ordem doméstica e ao pequeno comércio. Delas se esperava muito: fidelidade, bom comportamento, eficiência, lucro e, especialmente, honra.

Outra recomendação de compra é “Brasil, Nordeste, mulheres arquitetas: migrações, regionalismo e gênero” (de R$ 55 por R$ 27,50), livro organizado pela professora Guilah Naslavsky (Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFPE) e pela arquiteta Andréa Gáti (Superintendência de Infraestrutura da UFPE). A obra busca aprofundar a reflexão sobre as trajetórias profissionais de arquitetas no mercado de trabalho da arquitetura, profissão historicamente reconhecida pela hegemonia masculina.

Idealizada com o objetivo de divulgar pesquisas inéditas sobre a atuação das arquitetas pioneiras no Nordeste brasileiro, a publicação contempla um conjunto abrangente de temas relacionados às suas atividades, como: a habitação social, a pesquisa sobre métodos construtivos, a paisagem e a ecologia urbanas (Edileusa da Rocha, Neide Mota e Liana Mesquita); a história das pioneiras que atuaram em Salvador, Bahia, e em Maceió, Alagoas; a história de casais de arquitetos cujas mulheres fizeram parcerias com seus maridos como estratégias de atuação no mercado de arquitetura; e as histórias das arquitetas formadas nos anos 1970 na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Recife, e suas lutas para vencer a invisibilidade profissional através de associações em firmas de arquitetura exclusivamente femininas.

Os capítulos reunidos são frutos de pesquisas de iniciação científica, mestrado e doutorado desenvolvidas nos Programas de Pós-Graduação de Arquitetura e Urbanismo das Universidades Federais de Pernambuco, Bahia e Alagoas. Essa importante publicação possui, assim, a dupla função de dar maior visibilidade ao trabalho de diferentes gerações de arquitetas e de trazer representatividade e identificação para toda a comunidade profissional, através da divulgação de relevantes trajetórias femininas.

“Não matar é possível: por uma nova ciência política global” (de R$ 20 por R$ 10), do cientista político norte-americano Glenn D. Paige, também faz parte da lista de sugestões. O autor desenvolve a tese da necessidade de promover uma sociedade universal sem morte matada, contrariando a suposição de que o matar é um atributo inevitável da natureza humana e da vida social, de tal modo que deveria ser uma prática aceita no exercício da política. Para isso, argumenta que a tarefa, mais do que possível, é imprescindível para perpetuar a vida digna dos seres humanos no planeta.

A ideia do não matar defendida por Paige diz respeito a uma forma de sociedade em que as mortes intencionais, ameaças de morte e condições que levem ao matar entre humanos estejam ausentes. Paige sugere como caminho a adoção de mudanças na disciplina da ciência política de modo a ampliar o alcance do seu papel social, através de um enfoque aberto que apele à infinita criatividade e variabilidade humanas, estimulando explorações contínuas nos campos da educação, pesquisa, ação social e construção de políticas públicas que promovam a cultura de paz.

No campo da comunicação, um dos títulos recomendados é “O fim da televisão” (de R$ 25 por R$ 12,50), livro organizado por Mario Carlón e Yvana Fechine, que aborda os possíveis destinos, no terceiro milênio, da televisão, a principal mídia de massa do século XX. A expressão “fim da televisão”, segundo os autores, remete a um intenso debate em torno das grandes mudanças pelas quais a TV vem passando desde a sua digitalização e convergência com outros meios, como a internet.

Abordando desde séries de sucesso como “Lost” até noções como “televisão expandida” e “televisão transmídia”, o livro reúne um conjunto fundamental de textos de referência sobre o tema e coloca em diálogo importantes estudiosos de televisão, ligados, sobretudo, ao pensamento latino-americano sobre o assunto. Esse diálogo em torno do “fim da TV” é rico justamente porque ocorre a partir de distintos lugares de fala, o que inclui também diferentes posições geográficas, afinal os colaboradores dessa obra analisam as mudanças da TV a partir do cotejamento no cenário internacional com o que têm visto, especialmente, na Argentina, Brasil, Espanha, México e Estados Unidos.

O livro põe em evidência ao menos duas correntes de pensamento a partir das quais esse momento de transição da TV vem sendo interpretado: uma delas sustenta a ideia de que a televisão não está morta nem morrendo, e a outra defende a posição de que certa televisão está morrendo. O objetivo dos organizadores é, O objetivo dos organizadores é, antes de tudo, colaborar para difundir em português do Brasil discussões que têm sido travadas em outras línguas e abrigadas por publicações de outros países.

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