Falta de troco nos estabelecimentos, podem gerar prejuízos aos negócios a longo prazo, alerta consultor empresarial

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Carlos Moreira, da MORCONE Consultoria Empresarial orienta como lidar com o problema

Esse é um problema corriqueiro para muitos negócios, e que olhado de maneira superficial, pode parecer sem importância, mas a falta de troco é um problema que pode levar negócios a prejuízos em longo prazo.

O consultor sênior da MORCONE Consultoria Empresarial, Carlos Moreira, alerta que a falta de moedas pode gerar inúmeros transtornos aos varejistas e, além disso, pode resultar na insatisfação dos clientes.

“Independentemente do segmento de negócio, faz parte do dia a dia que os consumidores se deparem com valores quebrados que são arredondados por uma razão: falta de troco. O ideal é que diante da necessidade do arredondamento de valores, seja feito para menos, mas essa prática pode levar um negócio a graves consequências”, alerta o especialista.

O arredondamento de troco para menos consta no artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Dentre os principais prejuízos devido à falta de troco, estão:

  • Quebra de caixa, resultado do arredondamento de valores (para menos);
  • Insatisfação de clientes em casos de arredondamento por falta de moedas (para menos);
  • Contratação específica para ter troco no caixa e desperdício de tempo para que se encontrem moedas para troco.
Falta de Troco – Principais prejuízos aos negóciosO problema da circulação de moedas pode afetar todos os segmentos de negócio (do transporte público ao segmento supermercadista). Segundo o Banco Central, estima-se que o número de moedas em domínio do Poder Público seja de 26,5 bilhões (da rede bancária e das pessoas). Ao todo, R$ 6,85 bilhões não estão em circulação no país.

O que esses dados revelam é que um terço das moedas está fora de circulação, e o que torna esse cenário mais complexo é o fato de que com a crise econômica brasileira, levando ao aumento da taxa de juros para derrubar a inflação, houve redução na produção de moedas.

O consultor empresarial, Carlos Moreira, esclarece sobre os principais prejuízos provocados aos negócios por conta da falta de troco:

Quebra de Caixa

A falta de moedas leva os comércios ao arredondamento dos valores para menos a fim de não prejudicar os clientes, mas essa prática, em longo prazo, pode prejudicar o negócio.

“Alguns centavos parecem não representar problema algum, mas no final do dia, quando se somam os arredondamentos, percebe-se que os valores são expressivos para o negócio. Esse é um problema que pode resultar em problemas para a saúde financeira de qualquer empresa”, explica Moreira.

Clientes insatisfeitos

Mesmo se tratando de uma prática ilegal segundo o Código de Defesa do Consumidor, alguns estabelecimentos ainda adotam o arredondamento para mais. Vale sempre frisar que o troco é de responsabilidade do estabelecimento.

“É fundamental que os negócios ajam com transparência com os seus consumidores. Precificar produtos com valores quebrados e no final da compra arredondar para mais, pode representar o aumento da lucratividade, mas em detrimento da satisfação do cliente, gerando nele a sensação de que está sendo lesado”, alerta o consultor empresarial.

Desperdício de tempo

Quando a equipe em um negócio é a responsável pela busca e por lidar com o troco ou quando o negócio precisa contratar alguém para essa finalidade, prejuízos são gerados.

Fluxo de Caixa é essencial para evitar o problema da falta de troco

O fluxo de caixa é essencial para evitar problemas financeiros em um negócio e também para evitar o prejuízo devido à falta de troco. É fundamental que se tenha o controle do fluxo de caixa e que se registrem todas as movimentações diárias, semanais, mensais e anuais.

Atualmente, há muitos softwares disponíveis que tornam a visualização da movimentação diária no caixa muito mais ágil.

Para evitar problemas no fechamento de caixa, há algumas dicas importantes, como:

  • É recomendado que além da pessoa que opera o caixa, haja alguém para supervisionar o fechamento;
  • Ao abrir o caixa, é fundamental que um valor seja destinado para troco. Na abertura, o valor deve ser conferido, o recomendado é que esse valor seja o mesmo diariamente;
  • Ao longo do dia é essencial que seja feito um controle rigoroso de todas as operações como: vendas, trocas, devoluções e sangrias (saídas de dinheiro e comprovantes). Notas fiscais e comprovantes precisam ser devidamente organizados;
  • No momento do fechamento de caixa, é preciso ter em mãos toda a documentação guardada e que os valores sejam somados. Transações em cartão de crédito, débito, vale, cheque, precisam ser devidamente somadas, o ideal é que seja feito separadamente, antes de somar o valor às transações feitas em dinheiro.
Tecnologia na solução do problema da falta de trocoAtualmente, há algumas medidas que têm contribuído com o problema da falta de troco, como é o caso do Troco Simples, que tem como finalidade resolver o problema da falta de moedas aos clientes no momento das compras. A ideia é o troco no CPF, uma maneira de obter o troco em formato digital.

Se trata de um processo simples, que pode ser integrado a inúmeros sistemas como PDV ou TEF. Para a contratação do serviço, o empresário pode emitir um boleto no valor que deseja e pode reabastecer o valor sempre que necessário.

“Mesmo com a utilização de cartões nas compras, ainda assim, é preciso contornar o problema da falta de moedas, que pode impactar o negócio significativamente em longo prazo. Cuidar da gestão financeira é essencial e pedir ajudar quando houver problemas, é bem-vindo”, conclui.

 

 

 

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