Fonoaudióloga desmistifica o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade

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Bethânia Mendes, fonoaudióloga comportamental // FOTO: Bárbara Hostin

O diagnóstico e tratamento precoce do TDAH possibilita uma melhor
qualidade de vida à criança e facilita o progresso na vida escolar dos alunos

Em tempos de retorno às aulas presenciais e a pouco tempo para a
conclusão do ano letivo, a fonoaudióloga comportamental Bethânia
Mendes chama a atenção para o diagnóstico e tratamento precoce do
TDAH logo na infância, o que possibilita uma melhor qualidade de vida
à criança e facilita o progresso na vida escolar dos alunos. Segundo a
especialista, a tendência é que, com os anos, os sintomas de
hiperatividade diminuam, mas caso não receba o tratamento adequado, o
indivíduo pode ter prejuízos como adulto na vida laboral e afetiva.
Sinais de desatenção, inquietude e impulsividade devem ser observados.
Esses são alguns indícios que podem apontar o Transtorno do Déficit
de Atenção e Hiperatividade.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento de base genética. Isso
quer dizer que se trata de uma condição neurobiológica hereditária e
é classificada em casos leves, moderados e severos, podendo ser do tipo
predominantemente desatento ou hiperativo, misto ou combinado. De acordo
com Bethânia Mendes, cerca de 80% das pessoas com autismo apresentam
TDAH como comorbidade, também conhecido como um “transtorno de
desempenho.” A especialista explica que apesar da maioria das pessoas
com o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade apresentarem
a inteligência preservada, uma característica é que a performance
seja aquém do esperado. “Isso acontece porque o TDAH acomete o lobo
frontal responsável pelo controle do impulso, ideação, planejamento e
execução”, explica Mendes. “Essa tendência à procrastinação
faz com que muitas vezes os pacientes percam os prazos”, completa.

A fonoaudióloga ainda destaca: “As pesquisas apontam que, em torno de
70% das pessoas com TDAH tem outro transtorno associado e, cerca de 30%
terão até três outros diagnósticos associados”, afirma. “A
incidência de coexistência de comorbidade é altíssima, acomete sete
a cada dez pessoas”, continua. Devido a isso é preciso investir não
só em tratamento médico, mas também em uma equipe multidisciplinar
para trabalhar as áreas com prejuízos como fonoaudiólogo, psicólogo
e terapeutas ocupacionais, em alguns casos. “Tudo isso pode impactar
no processo de aprendizagem, mas com acompanhamento adequado, a criança
e os familiares podem fazer parte dessa rede de apoio desmistificando o
diagnóstico e levando informação às outras pessoas que convivem com
o indivíduo”, conclui.

Maria Bethânia Mendes é especialista em desenvolvimento infantil e
autismo em diferentes estágios. Formada em fonoaudiologia pela UNICAP,
Bethânia Mendes possui especialização em Saúde Mental e Transtorno
do Espectro Autista. Acumula 22 anos de experiência profissional e
dentre as muitas especializações destacam-se os Aprimoramentos
realizados em Análise do Comportamento Aplicada (ABA). Além do
desempenho em consultório particular, trabalhou também por dez anos no
Sistema Único de Saúde (SUS), contratada do IMIP, atuando em postos de
saúde nas comunidades como generalista e especialista do Núcleo de
Apoio ao Saúde da Família (NASF) do Distrito Sanitário I em Recife
(PE).

SERVIÇO:

Consultório de Fonoaudiologia de Bethânia Mendes

Endereço: Rio Mar Trade Center (Av. República do Líbano, 251 – Pina
/ Recife)

Torre C sala 812

Telefone para contato: (81) 99128-7490

E-mail: mbmfono@gmail.com

Instagram: @bethaniamendes_fono

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