JABOATÃO: Intérprete de Libras traduz parto para grávida surda

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Foto: Divulgação

Rosimere Maria da Silva, contou com a ajuda do intérprete de Libras, Luan Brito, para ‘escutar’ os primeiros minutos do filho, não com os ouvidos, mas, com o coração. Foi por meio dos sinais, que Rosimere pôde sentir a emoção de saber cada detalhe do que estava acontecendo durante o nascimento do filho Pyetro.

O parto é um dos momentos mais marcantes na vida de uma mulher que escolhe ou sonha em ser mãe, e por isso, é essencial que ela se sinta segura e acolhida não somente pelos familiares, mas, sobretudo pela equipe de profissionais que irão assisti-la durante todo o processo. Na semana passada, Rosimere Maria da Silva passou a fazer parte de uma nova história sobre inclusão social que tem sido escrita no município do Jaboatão dos Guararapes – ela foi a primeira grávida surda a contar com a presença de um intérprete de Libras, a Língua Brasileira de Sinais, durante o parto. O serviço foi instituído no ano passado, de forma pioneira no estado, pela Secretaria Municipal de Saúde.

A expectativa pela chegada do bebê foi grande, mas o silêncio que norteou a vida da mãe exigiu um planejamento diferente para o momento. Surda, a mãe contou com a ajuda do intérprete de Libras, Luan Brito, para ‘escutar’ os primeiros minutos do filho não com os ouvidos, mas com o coração. Foi por meio dos sinais que Rosimere pôde sentir a emoção de saber cada detalhe do que estava acontecendo durante o nascimento do filho Pyetro, realizado no Hospital Memorial Guararapes. Pyetro nasceu saudável, pesando 3,490g e com 48cm.

Nada escapou da tradução detalhista e afetuosa de Luan, uma experiência inesquecível para todos: mãe, intérprete e equipe médica. “Foi meu primeiro parto interpretado em Libras, uma emoção que não tenho como explicar. Estava ali para passar calma para a paciente e ela dependia dessa comunicação para se manter assim. A hora do parto foi um acontecimento incrível, principalmente quando Pyetro veio ao mundo, trazendo um turbilhão de sentimentos”, disse Luan. “Senti que estava dando o direito a uma mulher de sentir o que não deve ser negado a nenhuma mãe. Ela não ouviu o filho com os ouvidos, mas com o coração”, acrescentou.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, Rosimere é assistida desde o início da gestação pela Unidade de Saúde da Família (USF) Loreto I, em Piedade.

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