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Masterboi participa da SIAL Paris, com foco na expansão dos negócios internacionais e no mercado chinês

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Nelson Bezerra, presidente da Masterboi e equipe na Sial / Foto: Divulgação

Habilitação da unidade de Canhotinho para exportar à China, amplia as perspectivas da empresa e reforça o potencial da pecuária nordestina no mercado global de proteína animal

A Masterboi participa da SIAL Paris 2026, uma das principais feiras internacionais da indústria de alimentos e bebidas, realizada até 21 de outubro, em Paris, na França. Neste ano, a presença da companhia ganha um significado adicional com a habilitação da unidade de Canhotinho, no Agreste pernambucano, para exportar carne bovina à China. A conquista abre novas perspectivas comerciais para a empresa e fortalece a posição de Pernambuco e do Nordeste na cadeia global de proteína animal.

Segundo Márcio Rodrigues, diretor de Comércio Exterior da Masterboi, a participação na feira já fazia parte da estratégia internacional da companhia, que atende diferentes mercados. A expectativa, porém, é de que a edição deste ano ofereça oportunidades especialmente relevantes diante das perspectivas de retomada das compras chinesas.

“Entendemos que este ano a SIAL Paris tem um peso um pouco maior. Acreditamos que vai ser um bom momento de venda para o mercado como um todo, principalmente o chinês”, afirma Rodrigues.

A feira reúne empresas, compradores, especialistas e representantes da indústria de alimentos de diferentes países, funcionando como espaço para prospecção de negócios, relacionamento comercial e acompanhamento das tendências do setor. A programação inclui encontros de negócios, debates sobre inovação e sustentabilidade e iniciativas voltadas ao desenvolvimento de novos mercados.

China no horizonte

A habilitação da unidade de Canhotinho para exportar à China representa um avanço para a estratégia de internacionalização da Masterboi. De acordo com Rodrigues, a planta pernambucana é a mais recente a conquistar a autorização e, segundo o executivo, a única do Nordeste com essa habilitação.

A abertura do mercado chinês também pode estimular mudanças na produção pecuária regional. O país asiático exige animais com no máximo 30 meses para o atendimento de sua regulamentação, bem como animais totalmente livres de resíduos medicamentosos e hormônios de crescimento. Para estes últimos, não há níveis mínimos de tolerância, são estritamente proibidos.

Na avaliação do diretor, a perspectiva é de evolução gradual da atividade, com a produção de animais mais jovens e melhor terminados, preparados para atender às exigências dos compradores internacionais. Esse movimento pode ampliar as oportunidades para produtores rurais e fortalecer os investimentos em produtividade e qualidade na pecuária nordestina.

Para a Masterboi, a participação na SIAL Paris ocorre, portanto, em um momento de articulação entre a abertura de novos mercados, as condições de acesso ao comércio internacional e a preparação da cadeia produtiva para atender à demanda externa.

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