O bom funcionamento da memória, depende do que você come

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Thalita Almeida - professora do curso de Nutrição da Wyden

Um estudo feito pelo portal internacional de saúde Healthline revelou que, até o ano de 2030, pelo menos 65 milhões de pessoas idosas em todo o mundo sofrerão de demência – uma doença degenerativa que tem como um de seus primeiros sinais a perda de memória

Você sabia que o seu cardápio diário pode ser determinante para a maneira como o cérebro armazena e retém informações? Estudos científicos afirmam que alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar e sódio, podem ser prejudiciais à memória. No caso da população idosa, o alerta é ainda mais importante.

“Um padrão alimentar rico em alimentos ultraprocessados também é rico em açúcar. O açúcar é pró-inflamatório, isto é, favorece as inflamações no corpo, e é totalmente prejudicial à memória. Então, pensando na proteção da memória do indivíduo idoso, a gente tem que evitar o consumo de alimentos ultraprocessados”, orienta a professora do curso de Nutrição da Wyden, Thalita Almeida.

Thalita explica que alimentos ultraprocessados são aqueles altamente industrializados, como biscoitos recheados, refrigerantes e refrescos de pacote, entre outros itens. “Tudo isso deve ser evitado para a proteção da memória”, alerta.

Para uma boa memória, ela reforça que uma alimentação balanceada e rica em alimentos fontes de ômega 3 contribuem para aumentar a capacidade do organismo de processar e reter informações. “Peixes de águas profundas, castanhas e oleaginosas de forma geral,, nozes e abacate são bons exemplos de alimentos ricos em ômega 3”, enumera.

Diferenças entre os alimentos

Thalita esclarece que existem três tipos diferentes de alimentos: os in natura, os processados e os ultraprocessados. “Os in natura são aqueles que podem ser consumidos da mesma forma que aparecem na natureza. Frutas e verduras são ótimos exemplos”, explica.

Já os alimentos processados são aqueles que passam por pequenas modificações, como os processos de embalagem e disponibilização para venda no mercado. “Um exemplo é o arroz. Esse alimento é retirado da casca, higienizado, pode ser polido ou não e depois vai ser distribuído entre tipo um, tipo dois e arroz parboilizado”, esclarece. Já os alimentos ultraprocessados são aqueles que são acrescidos de ingredientes em processos industriais. Geralmente, esses produtos são ricos em ingredientes como gorduras trans, açúcar, sódio e conservantes, já que são preparados para durar mais tempo nas prateleiras.

Um estudo feito pelo portal internacional de saúde Healthline revelou que, até o ano de 2030, pelo menos 65 milhões de pessoas idosas em todo o mundo sofrerão de demência – uma doença degenerativa que tem como um de seus primeiros sinais a perda de memória. Uma alimentação saudável, reforça Thalita, tem o poder de manter o cérebro saudável por mais tempo e evitar o surgimento de uma série de doenças.

 

 

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