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Orçamento das famílias brasileiras ainda enfrenta desafios mesmo com o aumento da empregabilidade no país

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Foto: Magnific

Especialista trata sobre como equilibrar a mudança da renda com a nova realidade econômica, durante a retomada ao mercado de trabalho

Com o recuo da taxa de desemprego para 5,4% no trimestre encerrado em junho, o Brasil alcançou mais de 103,1 milhões de pessoas ocupadas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da recuperação do mercado de trabalho, a combinação entre inflação, despesas acumuladas durante o período de desemprego e novos compromissos financeiros pode manter o orçamento apertado, mesmo após o processo de retorno ao emprego.

Ainda de acordo com o levantamento do IBGE, o ganho salarial dos brasileiros apresentou um recuo de 1,5%. Com isso, os trabalhadores receberam em média o valor real de R$3.738. Diante da chegada de uma nova renda, que nem sempre representa maior poder de compra devido às variações na inflação e também por conta dos gastos adquiridos durante a época em que as pessoas não estavam trabalhando, o comprometimento com a organização dos gastos se torna ainda mais necessário.

Para Thiago Azevedo, gerente de negócios e especialista em investimento da Sicredi Recife, “quem está de volta ao mercado de trabalho deve redobrar a atenção financeira a fim de evitar o endividamento. Uma vez que o emprego naturalmente favorece o consumo, porque temos uma população economicamente ativa mais disposta a comprar, ampliar o patrimônio e quitar suas dívidas, é preciso se preocupar também em como destinar essa nova renda”.

Planejamento financeiro

No Brasil, as despesas essenciais consomem, em média, 57% do orçamento, de acordo com levantamento do Serasa. Nesse cenário, a renda disputa espaço com preços elevados e segue em um ritmo apertado para algumas famílias brasileiras. Para ter mais controle diante desse contexto, o especialista aponta que “saber exatamente quanto se gasta em um mês é o jeito mais fácil de antecipar compras, controlar a saída e entrada de dinheiro e, principalmente, destinar os valores para cada uma das despesas. A tarefa deve envolver olhar detalhadamente a fatura dos cartões, se eles forem utilizados, assim como os boletos e contas em geral”.

Outra medida relevante para conduzir um bom planejamento financeiro é entender como o comportamento de consumo, a criação de uma poupança e até mesmo investimentos podem ser inseridos na rotina financeira.

“Investir é uma forma de transformar parte da renda de hoje em segurança e realização de objetivos futuros. Quando a família investe de forma planejada, ela cria uma reserva para imprevistos, protege o patrimônio contra a inflação e constrói recursos para metas como compra de imóvel, educação dos filhos, aposentadoria ou viagens”, destaca Thiago.

De acordo com o 9º Raio X do investidor brasileiro, produzido pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), cerca de 36% dos adultos do país declararam realizar algum tipo de investimento, isso corresponde a 60 milhões de pessoas investidoras. Por outro lado, a quantidade de não investidores ainda é superior e chega a 107,7 milhões de pessoas.

Perfil do investidor

Entender os perfis existentes e como direcionar as aplicações é fundamental para atender os objetivos, prazos e compreender a própria tolerância aos diferentes tipos de riscos que envolvem as aplicações financeiras. Para isso, o especialista reuniu aplicações comuns feitas por cada investidor.

Perfil conservador, prioriza segurança e liquidez. Exemplos: RDC, fundos de renda fixa e Tesouro Selic. Indicado para reservas financeiras e objetivos de curto prazo.

Perfil moderado, busca equilibrar segurança e rentabilidade. Exemplos: fundos multimercado, fundos de crédito privado e parte dos recursos em renda variável. Adequado para objetivos de médio e longo prazo.

Perfil arrojado, aceita maiores oscilações em busca de retornos mais elevados. Exemplos: ações, ETFs, BDRs, fundos de ações e investimentos internacionais. Indicado para investidores com horizonte de longo prazo e maior tolerância ao risco.

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