Estado teve 13 projetos aprovados no edital Mais Inovação Brasil – Subvenção Econômica Regional, da Finep, com cerca de R$ 50,1 milhões em recursos
O cenário do ecossistema de inovação de Pernambuco vem se consolidando na participação de startups, que se destacam na demanda por investimentos em editais para a ampliação de investimentos no setor local. No edital Mais Inovação Brasil – Subvenção Econômica Regional, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o estado liderou no Nordeste no quantitativo de recursos liberados: R$ 50,1 milhões para 13 projetos aprovados.
Os recursos aprovados em Pernambuco representam cerca de 30% do total destinado ao Nordeste, reforçando a liderança do Estado nas demandas por investimentos no setor. Entre as propostas nordestinas apresentadas, 219 foram habilitadas, com demanda de R$ 857 milhões – dessas, 40 foram selecionadas, somando R$ 151,7 milhões em recursos.
O edital integra uma importante parceria entre o Sebrae e a Finep, que atuaram na consultoria de análise técnica dos projetos no processo de seleção. “Estamos inaugurando uma subvenção econômica assistida e todas as micro e pequenas empresas aprovadas pelo edital vão ser acompanhadas por um programa de aceleração e monitoramento do Sebrae. Haverá medição de indicadores de diagnóstico e de impacto”, explica a gerente de Inovação no Sebrae/PE, Lívia Moura. O processo vai acontecer durante quatro anos, tempo de duração do convênio.
CONTEMPLADA
Startup com mais de R$ 3 milhões em recursos aprovados no resultado final da seleção pública, a Biofábrica de Corais vai investir no CoralTech. Trata-se de um projeto com duração de 24 meses para desenvolver e validar um conjunto de tecnologias para a restauração de recifes de corais. As ações integram a enxertia de colônias, dispositivos de cultivo, rastreabilidade individual dos corais, monitoramento biométrico e uma plataforma digital de gestão de dados.
Os recursos também serão aplicados no desenvolvimento de bioinsumos para acelerar o crescimento dos corais e reduzir o branqueamento, processo causado pela perda de cor das microalgas devido ao aumento da temperatura do mar, o que afeta a capacidade dos corais de se reproduzirem. Além disso, o investimento será destinado a ações com a comunidade local, como a capacitação de voluntários.
“Vamos ampliar a restauração para mais recifes, com rastreabilidade e dados que dão transparência ao trabalho, e fortalecer a capacidade tecnológica nacional em conservação marinha e bioeconomia azul”, aponta Karoline Melo, gerente de Captação (B2G/G2B) da Biofábrica de Corais.
ECOSSISTEMA
Lívia destaca a importância desses recursos para o desenvolvimento do ecossistema local de tecnologia e inovação. “A aprovação de 13 projetos pernambucanos é um resultado muito expressivo e demonstra a maturidade e a capacidade inovadora do nosso ecossistema. Esse recurso permite que empresas invistam no desenvolvimento de novas tecnologias, acelerem soluções e ampliem sua competitividade”, reforça.
O destaque de Pernambuco na região demonstra que o estado tem potencial para avançar ainda mais, conectando empresas, universidades, centros de pesquisa e investidores para transformar conhecimento em negócios, gerar empregos qualificados e promover o desenvolvimento econômico do estado.