RioTeca da Vila Santa Luzia recebe apoio da Prefeitura do Recife e está totalmente requalificada

0
Foto: Rodolfo Loepert/PCR

A biblioteca urbana, criada a partir da iniciativa de um morador da área, conta agora com o primeiro mirante da cidade que permite a contemplação do Rio Capibaribe deitado em  gramado a céu aberto. Prefeito João Campos fez a entrega do novo equipamento na manhã desta quinta-feira (22)

Um espaço acolhedor que convidasse os moradores, principalmente crianças, da comunidade na Vila Santa Luzia, nas margens do Rio Capibaribe, na Torre, a viver momentos lúdicos e de lazer entre livros e brinquedos, com a contemplação da natureza. Essa foi a ideia do morador da região e marceneiro Claudemir Amaro da Silva quando, há 12 anos, começou a cuidar do pequeno espaço público ao qual deu o nome de RioTeca. Agora, com o apoio da Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria Executiva de Inovação Urbana, o espaço ganhou novos ares e foi inaugurado, na manhã desta quinta-feira (22), pelo prefeito João Campos. O gestor municipal aproveitou a ocasião e fez a doação de um exemplar para a biblioteca, o livro “A pensão de Dona Berta e outras histórias para jovens”, de Ariano Suassuna.

“Esta é uma ação muito importante para a cidade, a gente ter uma nova RioTeca. Começou lá atrás como um sonho e um projeto conduzido por Claudemir, e a comunidade se envolveu ao longo desse tempo. E agora através da Secretaria Executiva de Inovação Urbana a gente conseguiu fazer essa intervenção que entrega para o Recife um espaço de contemplação, de convivência com o rio, com a natureza, presenteando o meio ambiente e dando também a sensação de pertencimento”, explicou o prefeito. “Então aqui tem biblioteca, espaço para confraternização, escadaria com acesso à margem, também foi feito um talude adequado para as pessoas poderem deitar, sentar, contemplar o rio e fazer a leitura. É isso que a gente precisa: fazer com que o Rio Capibaribe cada vez mais esteja próximo das pessoas, para que possam cuidar dele e valorizá-lo”, detalhou.

A biblioteca urbana, que tem 956m² e fica na Rua Silves, ganhou melhorias de estrutura, passando a contar com bicicletário, passeio em tijolo intertravado, novas lixeiras, rampa de acessibilidade e teve o espaço de eventos, copa e banheiro todos cobertos e aprimorados. O local também ganhou o primeiro mirante da cidade que permite o morador ou visitante contemplar a vista para o Rio Capibaribe em pé, sentado ou até mesmo deitado em um gramado a céu aberto. O espaço ainda passou a contar com escadaria mirante, jardim, novas mesinhas de leitura, iluminação totalmente requalificada e parque infantil revitalizado com mais três novos brinquedos, beneficiando diretamente cerca de 410 famílias.

“Há 12 anos, o mato estava tomando conta aqui e, como eu não tenho medo de trabalhar, resolvi cuidar do espaço. Eu plantei árvores, construí uma pequena biblioteca, porque as pessoas podem ler e se educar. Depois veio a ideia do parquinho para as crianças, e depois um salão de festas. Como sou marceneiro, tudo o que eu recolhia do lixo, eu consertava, como cadeiras velhas. E eu agradeço muito a todos os que ajudaram a deixar tudo ainda mais bonito”, esclareceu Claudemir Amaro da Silva sobre a origem do projeto.

A ideia seguiu os passos da proposta de revitalização do Jardim Secreto do Poço da Panela, que tem como principal objetivo fortalecer a ativação urbana a fim de valorizar ainda mais o potencial paisagístico, a convivência comunitária e a relação do recifense com o Rio Capibaribe. “Nossa vontade é que o exemplo de Claudemir e os moradores da Vila Santa Luzia inspire mais recifenses. E que o recifense cada vez mais seja o protagonista da transformação da sua cidade”, destacou o secretário executivo de Inovação Urbana, Tullio Ponzi.

A RioTeca é o segundo Transplante Urbano do Recife realizado pela Secretaria Executiva de Inovação Urbana. A iniciativa é fruto da parceria com a Concrepoxi Artefatos e, literalmente, transplantou para a área uma praça que havia sido montada na CASACOR 2019. A intervenção também é fruto do apoio direto do Banco Itaú e Armazém 1507, totalizando um investimento de R$ 300 mil. Destes, R$ 200 mil são provenientes da própria Prefeitura do Recife e R$ 100 mil da iniciativa privada.

Todas as etapas do projeto foram apresentadas para a comunidade em reuniões e moldadas para atender os anseios e necessidades dos moradores entendendo que a concepção coletiva potencializa o engajamento e fortalece o projeto. “A RioTeca e o cuidado de Claudemir simbolizam exatamente o que a gente quer espalhar por toda a cidade. Hoje o Recife tem uma política pública que valoriza quem faz a diferença no lugar onde vive e inspira quem ainda vai fazer”, afirma Ponzi.

O resultado final surgiu a partir de um programa de imersão de voluntários coordenado pela arquiteta e urbanista, Sandy Vieira, da Secretaria Executiva de Inovação Urbana, que reuniu profissionais e estudantes de arquitetura para desenharem o que foi solicitado pela comunidade.

Para o motofretista Francisco Silva, 43 anos, que mora na Vila Santa Luzia há 12 anos com a esposa e o filho, é uma alegria acordar e já ver a área acolhedora da RioTeca diariamente. “Essa área veio só para somar à comunidade. A gente é muito grato tanto ao Claudemir Amaro que é o morador que teve a iniciativa de fazer isso quanto à Prefeitura do Recife que veio aqui, abraçou a ideia de tomar conta da praça, renovar a praça e dar essa praça maravilhosa para a gente hoje, um lugar tranquilo, onde se pode aproveitar para fazer uma leitura no final de semana, muito bom mesmo. Tem também uma horta que permite as pessoas pegarem alguns ingredientes como cebolas e tomates para poder incrementar uma salada, fazer um prato com orgânicos. Bem legal, bem bacana aqui”, comemorou ele.

Já o filho de Francisco, Thiago Silva, 10 anos, aproveita a área para correr e brincar. “Venho muito para cá, gosto muito de brincar aqui, brinco de esconde-esconde e pega-pegou. O parque já era legal e com esses brinquedos novos ficou muito melhor. A biblioteca também está mais organizada. Muitos dos meus amigos vem para cá também”, contou ele.

História – A RioTeca surgiu a partir do trabalho do marceneiro Claudemir Amaro da Silva. Durante 12 anos, ele vem plantando árvores, mantendo uma pequena biblioteca pública, reformando cadeiras, mesas e consertando brinquedos que antes estavam quebrados e hoje compõem um lindo parque que serve como espaço de convívio e lazer para toda a comunidade, principalmente para as crianças.

Crédito: Lula Carneiro/PCR

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here