UFPE apresenta estratégias para criação de vacina contra a Covid-19, ao Governo do Estado

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Foto; Anderson Lima / Ascom UFPE

O trabalho de desenvolvimento das estratégias vacinais contra a Covid-19 foi apresentado pelo professor Antônio Carlos de Freitas, coordenador do Laboratório de Estudos Moleculares e Terapia Experimental (Lemte), do Departamento de Genética da UFPE

Apresentar as estratégias que estão sendo desenvolvidas pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) para a criação de uma vacina contra a Covid-19. Este foi o objetivo de reunião ocorrida na tarde de terça-feira (25), no Auditório João Alfredo, na Reitoria, que reuniu o reitor Alfredo Gomes, o vice-reitor Moacyr Araújo, o secretário Estadual de Saúde de Pernambuco, André Longo, o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado (Secti), Lucas Ramos, e pesquisadores da UFPE.

O trabalho de desenvolvimento das estratégias vacinais contra a Covid-19 foi apresentado pelo professor Antônio Carlos de Freitas, coordenador do Laboratório de Estudos Moleculares e Terapia Experimental (Lemte), do Departamento de Genética da UFPE. Entre outros pontos, ele falou sobre o trabalho do grupo, que estuda o uso de leveduras como elemento de transporte das vacinas de DNA ou RNA contendo o antígeno, o que potencializaria a resposta imunológica do organismo. Outra estratégia vacinal estudada pelo laboratório é a alteração da estrutura da levedura, de forma a associar um pedaço da estrutura genômica da Sars-CoV-2 na parede da levedura.

O professor apresentou ainda os aportes financeiros necessários para a evolução do estudo, incluindo a aquisição de equipamentos, bolsas de estudo e o avanço para a fase de testes pré-clínicos e clínicos. “A ideia é que a gente possa dar um salto de qualidade do ponto de vista de evolução das capacidades que a Universidade tem de desenvolvimento. Então, a possibilidade que nós temos hoje nos permite pensar em uma estrutura que pode atender a Covid, mas, mais do que isso, ela vai ser uma estrutura que vai ser benéfica para o povo pernambucano do ponto de vista das outras doenças que ele é acometido, a exemplo da chicungunha, que teve um aumento de 191% no número de casos”, afirmou Antônio Carlos de Freitas.

INVESTIMENTO – Na avaliação do secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, é de grande importância o investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação de modo a suprir as necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). “Junto com a Secretaria de Ciência e Tecnologia, a Secretaria Estadual de Saúde vai procurar fomentar essa pesquisa, porque ela tem um futuro interessante no desenvolvimento de plataformas que podem resultar em vacinas para atender a população. Foi uma grata surpresa saber que a gente já tem uma estrutura montada e uma plataforma muito bem pensada que podem resultar numa vacina pernambucana”, disse. “A gente acredita e quer contribuir para que esse projeto possa resultar num produto para a população de Pernambuco”, completou André Longo. “Me coloco à inteira disposição para a gente encontrar caminhos para parceirizar. Precisávamos ter esse encontro para enxergar a oportunidade incrível que bate em nossa porta”, avaliou o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado (Secti), Lucas Ramos.

“A UFPE está empenhada em fazer parcerias para fortalecer as pesquisas estratégicas para o desenvolvimento de vacinas aqui na Universidade e no estado de Pernambuco. Essa tem sido uma ação de articulação por meio da qual já conversamos com o Governo do Estado e estamos conversando com o Ministério Público e também com outros parceiros para viabilizá-las”, disse o reitor Alfredo Gomes. “A produção de uma vacina no contexto que temos atualmente é fundamental para o enfrentamento à Covid-19, mas também para preparar o estado, por meio de sua plataforma de trabalho e pesquisa, para o enfrentamento de outras doenças e situações”, completou.

Para o vice-reitor Moacyr Araújo, é preciso ser audacioso. “Nós temos uma coincidência de fatores aqui hoje de capacitação científica e tecnológica, de equipamentos e história científica acumulada que faz com que nós não possamos nos dar ao luxo de perder essa oportunidade”, avaliou. “O Governo do Estado tem um papel importante, assim como a Universidade, e não vamos perder essa oportunidade de ouro para a saúde dos pernambucanos”, completou Moacyr, que também é coordenador do Grupo de Trabalho para Enfrentamento da Covid-19 (GT Covid-19) da UFPE.

AURORA 2.0 – Na ocasião, foi feita ainda a apresentação do dispositivo inteligente Aurora 2.0, desenvolvido por pesquisadores do Centro de Informática (CIn) da UFPE em parceria com o IFPE e o Centro Regional de Energias Nucleares do Nordeste (CRCN). O robô, que tem como objetivo a esterilização microbiológica de ambientes utilizando Inteligência Artificial (IA) e radiação ultravioleta, está atualmente em fase de testes no Hospital das Clínicas da UFPE, unidade vinculada à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

Participaram da reunião também o pró-reitor de Pesquisa e Inovação, Pedro Carelli; a secretária executiva da Fade UFPE, Maira Pitta; e o assessor do reitor, Breno Caldas de Araújo; entre outros presentes.

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