Médica orienta como evitar lesões em crianças nas férias

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Esse é o período do ano em que as crianças mais se lesionam, causando preocupação para os pais e outros responsáveis

Nas férias, as crianças dedicam grande parte do dia à atividades recreativas. Além de proporcionar diversão, esses exercícios contribuem para o desenvolvimento de aptidões físicas e habilidades sociais. No entanto, esse é o período do ano em que as crianças mais se lesionam, causando preocupação para os pais e outros responsáveis.

De acordo com a ortopedista do Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT) Recife, Etelvina Vaz, “nas crianças de até seis anos, os incidentes mais comuns ocorrem no playground, envolvendo quedas em brinquedos como o escorregador”, afirma.

Já entre as crianças maiores, os problemas mais frequentes são lesões durante a prática de algum esporte. Nesse sentido, os casos de lesões mais demandados são de quedas ao andar de bicicleta, skate e patins.

As lesões do ciclismo geralmente são fraturas da clavícula e punho, a maioria é de tratamento não cirúrgico e geralmente levam cerca de seis semanas para curar.

Já quando caem dos patins, as crianças perdem o equilíbrio e instintivamente tentam proteger a cabeça colocando as mãos na frente do corpo.

“Por isso, é comum que tenham fraturas no antebraço, no punho e no cotovelo. As quedas de skate costumam causar o mesmo tipo de lesão, mas é mais incomum, porque, nesse caso, quando caem, as crianças geralmente conseguem apoiar os pés”, ressalta.

De acordo com a especialista, em crianças, também é comum a fratura conhecida como galho verde, em que o osso jovem dobra ao invés de quebrar completamente.

Na maioria dos casos, o médico “endireita o osso” e prescreve um anti-inflamatório para diminuir o inchaço na área. Para evitar esse tipo de situação, a Dra. aconselha que os pais observem os filhos enquanto brincam, sem tirar sua liberdade, mas alertando para situações potencialmente perigosas.

Como evitar lesões?

A médica destaca que mais de 50% das lesões poderiam ser evitadas com medidas preventivas. Primeiro, ela ressalta que é necessário verificar se o ambiente é adequado para a realização de brincadeiras e práticas esportivas.

– Para reduzir o risco de lesão, Etelvina recomenda o uso de equipamentos de segurança, como capacete, cotoveleira e protetores de punho ao andar de bicicleta, skate ou patins;

– A médica orienta também que os pais ou responsáveis não devem permitir que as crianças pratiquem esportes descalças ou com sandálias. “O uso de calçado apropriado é importante para a prática esportiva, pois evita lesões mais sérias nos pés”, explica a ortopedista;

– Outra dica é estabelecer um tempo de intervalo entre as atividades. Além disso, as crianças não devem continuar a jogar se estiverem machucadas;

– Os responsáveis devem ficar atentos a brincadeiras de escalada, principalmente em árvores. “Nunca tentem essas estripulias em dias chuvosos, quando os galhos ficam mais escorregadios”, alerta.

Está lesionado, e agora?

– A calma é fundamental nessas situações! Se perceber alguma deformidade em um dos membros, imobilize-o do jeito que está. O cuidador pode improvisar com alguns papelões e pedaços de tecido, por exemplo. Depois, leve a criança ao hospital;

– Se o local da lesão estiver inchado e a dor for mediana, é possível fazer compressas de gelo. Mantenha o membro para o alto e em repouso e espere 12 horas. Se nesse intervalo o inchaço não diminuir, a criança também deve -ser levada ao hospital;

– Caso a criança se queixe das dores, é necessário levá-la diretamente a um ortopedista.

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