Como é possível gerenciar o orçamento pessoal?

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Crédito foto: Magnific

Unir informações sobre gastos é primordial para controlar recursos

O endividamento de pessoas físicas ainda é um problema muito comum em todo o país. Só no estado de Pernambuco, o percentual segue crescente e atingiu 50,37% de adultos no levantamento mais recente do Mapa de Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa. Logo, administrar o orçamento pessoal passa a ganhar mais relevância na busca por gerir a renda e evitar o acúmulo de dívidas, em especial, durante períodos festivos.

Para fugir dos excessos e recuperar o controle financeiro, equilibrar os gastos se torna indispensável. A primeira ação para entender a origem do endividamento é analisar tudo aquilo em que se gasta o dinheiro. “Você passa a entender qual é seu perfil de consumo, onde concentra os gastos, que tipo de operação financeira mais realiza e, assim, consegue definir uma estratégia para fugir do desequilíbrio orçamentário”, explica Jayme Fraga, Gerente de Agência da Sicredi Recife.

Consultar o extrato bancário ou analisar as faturas do cartão também são medidas para conduzir o processo de recuperação das finanças. O passo seguinte diz respeito à prioridade de cobranças. “O ideal é concentrar os esforços para pagar dívidas básicas ou aquelas com juros maiores, seguidas por aquelas atreladas a multas e só por último, os devedores devem pensar nas dívidas com parcelas mais altas”, detalha Jayme.

Outro aspecto de destaque para escapar do endividamento é providenciar uma reserva. Para Jayme, “entender as próprias tendências de consumo é essencial para saber quais gastos precisam ser mais comedidos ou evitados antes de quitar todas as dívidas. Só assim, será possível pensar em uma reserva de emergência, por exemplo, que deve fazer parte da rotina financeira.”

Além disso, Fraga comenta sobre gerenciamento financeiro consciente. “Para evitar ser pego de surpresa pelos gastos, à medida que eles surgem, é necessário se antecipar para eventuais cenários. A previsibilidade ajuda a administrar recursos e também a analisar as alternativas de crédito ou negociação oferecidas no mercado.” Nesse cenário, as cooperativas de crédito surgem para prestar um serviço além do financeiro, alinhando práticas sustentáveis ao acesso de serviços.

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