Agosto Branco: pulmão gigante chama atenção no Recife para diagnóstico precoce do câncer

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Foto: Divulgação

Com instalação interativa e serviços gratuitos para a população, ação leva informação sobre prevenção, fatores de risco e sinais de alerta do câncer de pulmão

Em alusão ao Agosto Branco, campanha de conscientização sobre o câncer de pulmão, Recife recebe, a partir desta segunda, (24), um pulmão gigante inflável, que ficará montado no Hospital Santa Joana Recife, Rede Américas, localizado no bairro das Graças, até a sexta (28). No sábado (29), o pulmão estará no Parque da Jaqueira, das 8h às 11h, em uma ação com programação especial gratuita para a população.

Em uma manhã dedicada a saúde mental e ao bem-estar, serão passadas informações sobre prevenção e diagnóstico precoce e orientações sobre a importância dos cuidados com os pulmões. Além disso, a ação vai oferecer atividades físicas guiadas como alongamento, funcional e muay thay, aferição de pressão e glicemia para os frequentadores do parque.

Criada para promover uma experiência visual capaz de despertar a curiosidade, a ação visa reforçar uma das principais mensagens da campanha Agosto Branco: quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as possibilidades de tratamento e melhores são os resultados.

De acordo com as estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o triênio 2026-2028, o Brasil deve registrar cerca de 35 mil novos casos de câncer de traqueia, brônquio e pulmão por ano. Ainda segundo a entidade, em Pernambuco, são estimados 1.380 casos da doença para o ano 2026, desses 320 só em Recife. De acordo com o oncologista do Hospital Santa Joana Recife, Bruno Pacheco, a maior dificuldade do câncer de pulmão é, ao mesmo tempo, a melhor estratégia contra a doença: o diagnóstico precoce.

“O maior desafio, certamente, é conseguirmos realizar o diagnóstico precoce. A população precisa conhecer os principais sintomas do câncer de pulmão, como tosse persistente, presença de sangue no escarro, dor torácica e rouquidão. O problema é que esses sinais costumam surgir mais tardiamente, quando o tumor já está maior, o que pode tornar o tratamento mais complexo” informa o especialista.

Apesar de ser uma doença multifatorial, o principal fator de risco para o câncer de pulmão continua sendo o tabagismo, tanto por meio do cigarro comum, quanto dos cigarros eletrônicos. Por outro lado, de acordo com o INCA, entre 10% e 15% dos casos ocorrem em pessoas que nunca fumaram. Isso acontece porque a exposição à fumaça do cigarro, no chamado tabagismo passivo, à poluição do ar e à determinados agentes químicos também pode aumentar o risco de desenvolvimento da doença. Por isso, mesmo quem nunca fumou precisa estar atento aos fatores de risco e aos sinais de alerta.

“O principal objetivo da ação, em alusão ao Agosto Branco, é conversar com a população sobre a importância do diagnóstico precoce, mas também sobre as formas de prevenir o surgimento da doença por mudanças de vida, como a cessação do tabagismo e a redução da exposição a fatores de risco. Quando discutimos o tema com a população e detectamos a doença precocemente, aumentamos as chances de cura e damos uma melhor qualidade de vida aos pacientes”, conclui o oncologista.

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