Alergias infantis: quais os cuidados necessários em festas juninas

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Foto: Divulgação

Pediatra reforça a necessidade de atenção redobrada e como tornar as festas mais seguras para os pequenos

As festas juninas são um momento de celebração, união e muitos pratos típicos. No entanto, para as crianças com alergias alimentares, a celebração pode trazer riscos. Nessa época do ano, pratos tradicionais como canjica, paçoca e bolos caseiros, frequentemente utilizam ingredientes que compõem a lista dos alérgenos mais comuns: amendoim, leite de vaca, trigo (glúten) e ovos. Em casos de alergias severas, a ingestão, e até mesmo a contaminação cruzada, pode levar a reações graves como a anafilaxia.

Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, a estimativa é de que cerca de 6% a 8% das crianças com menos de três anos e 2% a 3% dos adultos tenham alergias alimentares no mundo.

O pediatra da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Hamilton Robledo, explica que o cuidado com as crianças deve ser redobrado, pois seu sistema imunológico ainda está em desenvolvimento e isso as torna mais suscetíveis a reações.

“A infância é marcada pela descoberta e pela falta de maturidade para identificar perigos. Diferente dos adultos, as crianças frequentemente não possuem autonomia para questionar os ingredientes do que lhes é oferecido ou para reconhecer os sinais precoces de uma reação alérgica”, ressalta o especialista.

Vale ressaltar que, nas festas juninas, a presença de fogueiras também pode ocasionar alergias respiratórias, pois a fumaça é irritante para as vias aéreas e nos asmáticos pode desencadear crises respiratórias, além dos riscos de queimaduras. Por isso, a supervisão constante é necessária.

Como garantir uma festa sem riscos?

Para aqueles que vão curtir a festa, a prevenção começa na investigação. Primeiro, é importante perguntar antes de servir. Robledo ressalta que não se deve ter vergonha de questionar os ingredientes e o modo de preparo de cada item nas barracas.

“Tenha atenção à contaminação cruzada, pois o maior perigo em eventos públicos é o compartilhamento de utensílios, como uma colher usada para servir um prato com amendoim em um doce supostamente seguro. Na dúvida, evite”, reforça o pediatra.

Segundo o especialista, vale considerar também um kit de segurança. Para ambientes escolares ou festas com poucas opções, pode ser uma alternativa preparar uma lancheira personalizada com versões seguras dos doces juninos para a criança. No entanto, a responsabilidade com as crianças também deve ser compartilhada com quem organiza as festas.

“Quem está preparando os pratos têm um papel central na inclusão. Algumas medidas que os organizadores podem tomar são o uso de plaquinhas nos pratos sinalizando a presença de glúten, leite, ovos ou amendoim e optar por panelas, colheres e tábuas distintas para o preparo de itens com e sem alérgenos”, comenta Robledo.

Vale também explorar alternativas inclusivas, como utilizar leite de coco em vez de leite de vaca no bolo de milho ou sementes de girassol tostadas em substituição ao amendoim na paçoca caseira. Além disso, se a criança possui histórico de reações graves, o planejamento de emergência é obrigatório.

“Nunca saia de casa sem os medicamentos prescritos pelo médico, anti-histamínicos, corticóides ou auto-injetor de adrenalina. Também identifique antecipadamente onde se localiza o posto médico do evento ou o hospital mais próximo”, conclui Robledo.

Sobre a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo

No Brasil desde 1922, a São Camilo pertence à Ordem dos Ministros dos Enfermos, fundada por São Camilo de Lellis. Além de hospitais, conta com Centros de Educação Infantil, Colégios e Centros Universitários. 

As Unidades Pompeia, Santana e Ipiranga fazem parte da Rede de Hospitais de São Paulo, que prestam atendimentos em mais de 60 especialidades e cirurgias de alta complexidade em neurologia, cardiologia, transplantes de fígado e musculoesquelético, cirurgias robótica e bariátrica. Por meio da atuação filantrópica, apoiam na manutenção das atividades de vários Hospitais administrados pela São Camilo no Brasil com atendimento ao SUS. 

A Rede de Hospital São Camilo de São Paulo possui Centro de Oncologia e de Hematologia (Transplantes de Medula Óssea) e tratamento com CAR-T-CELL. Referência em urgência e emergência conta com PS Adulto, Infantil e 60+. Possui a Certificação em nível Diamante da Qmentum Internacional, o Selo Amigo do Idoso e as Certificações PALC e ABHH.

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