Câmara do Recife aprova Projeto de Lei que declara o escritor Ariano Suassuna, Patrono da Cultura do Recife

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Ariano Suassuna / Foto: divulgação

Projeto de Lei Ordinária de autoria do vereador Rinaldo Junior (PSB) foi aprovado pelos vereadores do Recife, em primeira e segunda discussão e segue para sanção do prefeito Victor Marques

A Câmara Municipal do Recife aprovou nesta terça-feira (15), em primeira e segunda discussão, o Projeto de Lei Ordinária (PLO 262/2026), de autoria do vereador Rinaldo Junior (PSB), que declara o escritor Ariano Vilar Suassuna “Patrono da Cultura do Recife”.

De acordo com o PLO, que segue para sanção do Prefeito do Recife Victor Marques, em seu art. 1º, “Fica declarado o Escritor Ariano Vilar Suassuna, Patrono da Cultura do Recife, por ter dedicado grande parte de sua vida à defesa e à difusão da Cultura Popular”.

Rinaldo Junior / Foto: Milena Ferreira

De acordo com o vereador Rinaldo Junior (PSB), “é incontestável a importância de Ariano Suassuna para a cultura do Recife, pois foi a capital pernambucana o principal palco de sua atuação intelectual, artística e política, cidade a qual ele adotou ainda jovem e aonde fez em toda sua vida uma defesa incansável da cultura nordestina”.

 Ariano Suassuna           

Ariano Suassuna nasceu em João Pessoa, no estado da Paraíba, no dia 16 de junho de 1927. Seu pai — João Suassuna (1886-1930) — foi Governador do Estado. Dois anos depois, durante a Revolução de 1930, seu pai foi assassinado no Rio de Janeiro. Mais tarde, em 1934, na cidade de Taperoá, o escritor iniciou seus estudos. Em 1942, sua família transferiu-se para o Recife, em Pernambuco. Na cidade, o jovem Suassuna estudou no Ginásio Pernambucano. Em 1945 foi transferido para o Colégio Oswaldo Cruz e, no ano seguinte, ingressou na Faculdade de Direito. Em 1947 escreveu sua primeira peça teatral — “Uma mulher vestida de sol”. No ano seguinte, em 1948, por essa Obra, recebeu o Prêmio Nicolau Carlos Magno. Ainda em 1948 passou a trabalhar com Teatro Ambulante. Em 1950 ganhou o Prêmio Martins Pena e concluiu o curso de Direito na Universidade Federal de Pernambuco. Porém, devido a uma doença no pulmão, voltou para Taperoá. Dois anos depois, retornou ao Recife, onde trabalhou como Advogado até 1956, quando começou a trabalhar como Professor de Estética da UFPE. Também assumiu o cargo de Diretor de Cultura do Serviço Social da Indústria, o qual ocuparia até 1960. Ganhou o Prêmio Vânia Souto de Carvalho, em 1957, ano em que se casou com Zélia de Andrade Lima. Sua famosa peça teatral “Auto da Compadecida” levou a Medalha de Ouro da Associação Paulista de Críticos Teatrais, em 1958. No ano seguinte, em parceria com Hermilo Borba Filho (1917-1976), Suassuna criou o “Teatro Popular do Nordeste”. Alguns pontos centrais da relação de Suassuna com a Cultura Popular incluem: Literatura de Cordel e Autos: Suas tramas frequentemente utilizam a estrutura dos Folhetos de Cordel e dos Autos Ibéricos, misturando o cômico e o sagrado. Movimento Armorial, lançado em 1970 no Recife, esse Movimento incentivou artistas a criarem Música, Literatura e Artes Plásticas Eruditas, mas, com base nas raízes nordestinas.

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