Coordenadoria de Igualdade Racial de Pernambuco, debate sobre Intolerância Religiosa e Racismo

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Live abordou sobre proteção a terreiros, diversidade de crenças, e valorização da cultura afro.

Em alusão ao Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, lembrado no último dia 21 de janeiro, a Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude, através da Coordenadoria de Igualdade Racial, conduziu, na última segunda-feira, 1 de fevereiro, uma live sobre o tema. Na pauta, a reflexão e o diálogo sobre Diversidade Religiosa e o Preconceito contra os Negros.

O objetivo do encontro foi sensibilizar o público quanto à importância do respeito à diversidade de suas crenças e convicções, valorizando a cultura afro. “Nós, mulheres negras, precisamos exercer nosso lado político para buscarmos políticas públicas de povos focadas na religião. Nosso povo permanece sendo perseguido com humilhações. Precisamos levantar a bandeira, irmos à luta. É preciso que acordemos para a realidade desse racismo infeliz, doentio e que mata”, afirmou Mãe Lúcia, coordenadora da Diretoria de Igualdade Racial do Estado de Pernambuco.

O foco maior do bate papo foi o combate ao racismo sofrido pelo povo de terreiro e de Matriz africana. Segundo Mãe Lúcia, é preciso erguer a bandeira e ir em frente com coragem e ousadia, enfatizando assim a necessidade do fortalecimento dos povos. A live teve participação da Presidente do Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro Brasileira, Egnomy Conceição D´Ogun, e da procuradora federal e membro da Comissão de Igualdade Racial da OAB-PE, Chiara Ramos. “Precisamos de políticas públicas de proteção focadas nos terreiros. Para se ter ideia de sua importância, podemos comparar alguns aspectos de aprendizados dos terreiros com as escolas, no sentido de passar sabedoria. São aprendizados que não encontramos nem nas universidades”, pontua a doutoranda Chiara, que refletiu também sobre a Justiça de Xangô.

 

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