Dia Mundial de Conscientização destaca avanço do câncer de rim e necessidade de vigilância

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Foto: Divulgação

Projeção da OMS aponta aumento expressivo dos casos no Brasil, enquanto especialistas reforçam atenção para doença que pode ser silenciosa

Celebrado em 18 de junho, o Dia Mundial de Conscientização do Câncer de Rim tem como objetivo ampliar o conhecimento da população sobre uma doença que, muitas vezes, se desenvolve de forma silenciosa e só é descoberta em estágios mais avançados.

Embora seja menos frequente do que outros tipos de neoplasias, a incidência da doença deve crescer nas próximas décadas. Projeções da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), apontam que o número de novos casos de câncer de rim pode aumentar cerca de 79,5% no Brasil até 2050.

O crescimento acompanha uma tendência geral observada no país. Segundo a publicação Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil, do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar cerca de 781 mil novos casos da doença por ano no triênio.

O câncer renal representa a forma mais comum de tumor que acomete os rins em adultos. Embora não provoque sintomas nas fases iniciais, alguns sinais merecem atenção e devem motivar uma avaliação médica especializada. “O principal sintoma do câncer renal é a hematúria, ou seja, a presença de sangue na urina. Esse é um sinal que nunca deve ser ignorado e precisa ser investigado”, alerta o oncologista Ilan Pedrosa, do Hospital Santa Joana Recife, da Rede Américas, segunda maior rede de hospitais do país.

Além disso, outros sintomas podem ser confundidos com problemas benignos, o que pode retardar o diagnóstico. “Dor lombar, especialmente na região das costas, e perda de peso sem explicação também podem estar relacionadas ao câncer renal”, explica o especialista.

Doença pode ter relação com fatores genéticos

Diferentemente de outros tipos de tumores, nos quais os hábitos de vida desempenham um papel predominante, o câncer renal apresenta forte influência genética em muitos casos.

De acordo com o médico, não existe uma medida única capaz de prevenir totalmente o surgimento da doença. No entanto, pessoas com maior risco devem realizar acompanhamento periódico. “Pacientes com histórico familiar de câncer renal precisam ser acompanhados regularmente com exames de imagem, como ultrassonografia e tomografia, realizados em intervalos definidos pelo médico”, orienta Ilan Pedrosa. “A obesidade e a hipertensão arterial são fatores de risco conhecidos para a neoplasia. No entanto, quando analisamos os casos de câncer renal, a história familiar costuma ter um peso muito importante”, complementa.

Ainda segundo o médico, pessoas que apresentam determinadas doenças renais também precisam estar atentas. “Pacientes com doenças renais císticas crônicas, especialmente aqueles com doença policística renal, também merecem atenção especial. Algumas doenças genéticas podem favorecer o surgimento do câncer renal”, destaca.

É comum que pacientes se assustem quando apresentam pequenos cistos renais, algo relativamente comum na população. Porém, segundo o especialista, isso não significa necessariamente que a pessoa vá desenvolver a doença cística, aumentando o risco de câncer renal. “O paciente pode apresentar um pequeno cisto no rim sem que isso represente uma doença cística. A situação que exige maior acompanhamento é a doença policística renal”, esclarece Ilan Pedrosa.

Diagnóstico precoce faz a diferença

Assim como ocorre em outros tipos de câncer, a identificação precoce aumenta significativamente as chances de sucesso do tratamento. Por isso, a presença de sangue na urina, dores persistentes na região lombar ou perda de peso sem causa aparente não deve ser ignorada. Para aqueles com maior risco de desenvolver a doença, exames de rotina, como ultrassonografia e tomografia computadorizada, não podem ser negligenciados.

Outra estratégia que vem ganhando espaço nos últimos anos é a chamada vigilância ativa, especialmente em casos de tumores pequenos identificados precocemente. Segundo especialistas, muitas dessas lesões apresentam crescimento lento, em torno de 0,3 centímetro por ano, permitindo um acompanhamento cuidadoso por meio de exames periódicos antes da definição de tratamentos mais invasivos.

A estratégia para tratamento efetivo deves ser avaliada individualmente, levando em consideração características do tumor, idade do paciente e condições gerais de saúde.

Sobre Rede Américas

A Rede Américas é a segunda maior rede de hospitais do Brasil, com atuação em sete estados (SP, RJ, PR, BA, PE, SE, RN) e no DF.  São 26 hospitais e 38 unidades oncológicas, resultado da joint venture entre Dasa e Amil.

Com mais de 30 mil colaboradores, 35 mil médicos atuantes e mais de 4.200 leitos, une excelência clínica, inovação contínua e olhar humano. Guiada pelo propósito “Paixão por cuidar”, alia qualidade assistencial e segurança em cada etapa do atendimento aos pacientes.

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