Especialista alerta para riscos do uso excessivo de telas durante as férias escolares

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Segundo o diretor do Grupo CIB de Educação, André Pontes, julho representa uma oportunidade para estimular experiências que contribuam para o desenvolvimento integral das crianças / Foto: Divulgação

Especialista alerta que julho deve ser um período de experiências, brincadeiras e convivência familiar, e não de jornadas prolongadas diante de celulares e tablets

Em plena férias escolares, é comum que crianças e adolescentes passem mais tempo em frente às telas. Sem a rotina da escola, muitos substituem brincadeiras ao ar livre, leitura e interação social por horas seguidas no celular, videogame ou tablet. O que parece apenas uma forma de entretenimento pode trazer impactos importantes para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social, além de dificultar o retorno às aulas no segundo semestre.

Dados da pesquisa TIC Kids Online Brasil mostram que 95% das crianças e adolescentes brasileiros entre 9 e 17 anos utilizam a internet, enquanto o uso do celular já faz parte da rotina da grande maioria desse público. Já a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que pais e responsáveis estabeleçam limites para o uso de dispositivos eletrônicos, evitando o excesso de exposição às telas, principalmente durante períodos de férias, quando o tempo livre costuma aumentar significativamente.

Segundo o diretor do Grupo CIB de Educação, André Pontes, julho representa uma oportunidade para estimular experiências que contribuam para o desenvolvimento integral das crianças. “As férias devem ser um período de descobertas, convivência e fortalecimento dos vínculos familiares. Quando a criança passa boa parte do dia diante de uma tela, ela deixa de vivenciar experiências essenciais para desenvolver criatividade, autonomia, comunicação e habilidades sociais”, afirma.

Além do desenvolvimento emocional, o excesso de telas pode comprometer a concentração, alterar o sono, reduzir a prática de atividades físicas e dificultar a retomada da rotina escolar. Estudos científicos apontam que a exposição prolongada aos dispositivos eletrônicos, especialmente antes de dormir, interfere na produção de melatonina, hormônio responsável pela qualidade do sono, refletindo diretamente na atenção e no aprendizado.

Para André Pontes, o desafio não é eliminar completamente a tecnologia, mas promover equilíbrio. “A tecnologia faz parte da realidade das novas gerações e pode ser uma aliada da aprendizagem quando utilizada de forma consciente. O problema surge quando ela ocupa o espaço das brincadeiras, da leitura, das atividades ao ar livre e do convívio com outras crianças”, explica.

O educador orienta que as famílias aproveitem o período de férias para organizar uma rotina diversificada, incluindo jogos, esportes, oficinas, passeios culturais, contato com a natureza e momentos de interação entre pais e filhos. Essas experiências, segundo ele, fortalecem competências como cooperação, resolução de problemas, criatividade e inteligência emocional – habilidades cada vez mais valorizadas dentro e fora da escola.

“O brincar continua sendo uma das formas mais completas de aprendizagem. É durante as brincadeiras que a criança aprende a compartilhar, negociar, criar estratégias, lidar com frustrações e desenvolver sua autonomia. Nenhuma tela substitui essas experiências”, conclui André Pontes.

Com o recesso escolar em andamento, especialistas reforçam que o equilíbrio entre tecnologia e atividades presenciais é fundamental para garantir férias mais saudáveis e preparar crianças e adolescentes para um retorno às aulas com mais disposição, foco e desenvolvimento.

SERVIÇO:

Grupo CIB
Colégio CIB – Av. Ayrton Senna da Silva 795 – Piedade, Jaboatão dos Guararapes

Ecoville Jaboatão – R. Sarg. Quintas Porto, 461 – Jardim Jordão, Jaboatão dos Guararapes

Instituto Brasília – Rua Sargento Quintas Porto 445, Jardim Jordão, Jaboatão dos Guararapes.

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