Festival de Teatro de Igarassu tem início nesta terça-feira(07)

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Boi Estrelado será uma das atrações

Com dez espetáculos para o público adulto e infantil, sua 12ª edição presta homenagem a artistas vítimas da Covid-19

Já consolidado há mais de uma década, o Festival de Teatro de Igarassu – Festig, que chega a sua 12ª edição, abre a partir desta terça-feira, 7, mais um ciclo de atividades na região. Com um público fiel das escolas públicas, o Festig, coordenado pelo Grupo Ariano Suassuna- GAS, seguirá até o dia 11 de dezembro, promovendo aos presentes acesso às produções teatrais realizadas no estado e no Brasil.

Nesta edição, a ser realizada no Centro de Artes de Igarassu Mestre Narciso Félix de Araújo, dez espetáculos serão realizados. São obras para o público adulto e infantil, representadas pelos estados da Paraíba (João Pessoa) e Pernambuco (Igarassu, Vitória de Santo Antão, Camaragibe e Recife).

Para o público adulto, cinco espetáculos foram selecionados, Boi Estrelado, do Grupo Teatral Ariano Suassuna / Igarassu-PE; Meu Corpo Sangra, Meu Corpo Chora, do Grupo Cultural Rala Coco Maria / Igarassu- PE; Maria’s, de Cia Oxente / João Pessoa- PB; Depois do Fim do Mundo, da Cia Experimental de Teatro / Vitória de Santo Antão- PE; e, Berço Esplêndido – Uma Comédia Necropolítica Grupo: Pedro Portugal Produções/ Recife-PE.

Já o público infantil poderá se divertir com outros cinco espetáculos, Intervenção de Palhaçaria, da Cia Brincantes de Circo / Recife-PE; Histórias da Carochinha, do Grupo Teatral Ariano Suassuna / Igarassu-PE; Grande Circo Das Maravilhas, da Companhia Maravilhas / Recife-PE; Céu Estrelado, do Grupo Teatral Pedra Polida / Camaragibe-PE; e, Frevo na Ponta do Nariz, do  Coletivo 3º Ato / Camaragibe-PE.

Este será o primeiro festival presencial realizado pelo Grupo Ariano Suassuna, após o confinamento por conta da Covid-19. E mesmo celebrando o retorno às atividades culturais, o 12º Festig faz uma homenagem aos artistas que a cena pernambucana perdeu por conta da pandemia e em especial os artistas que contribuíram com o festival, nestes 12 anos de atividades ininterruptas. Eli Dias, ator, diretor e arte educador, realizava trabalho voluntário nas comunidades de Igarassu. Jefferson Nascimento, ator, drag queen, arte-educador, dramaturgo, produtor cultural e vencedor do 1º Prêmio de Dramartugia Festig Online, em sua 11ª edição; e Judilsson Dias, ator, diretor e produtor cultural, gestor de teatro da FETEAPE e do SESC.

Com o avanço da imunização, o relaxamento dos protocolos de segurança sanitária e a retomada das atividades culturais, o Grupo Ariano Suassuna, pontua que atitudes preventivas ainda serão obrigatórias durante as apresentações. O público deverá utilizar máscaras e fazer uso do álcool gel na estrada. Já o elenco de cada espetáculo deverá estar imunizado e testado, antes das apresentações.

SERVIÇO

Festival de Teatro de Igarassu – Festig

Onde: Centro de Artes de Igarassu Mestre Narciso Félix de Araújo

  1. São Sebastião, 1-149 – Centro, Igarassu

Quando: De terça 07, até sábado 11, de dezembro 2021

Horários: Espetáculos para Infância e Juventude – às 10h e 15h30

Espetáculos para Adulto – às 19h30

ESPETÁCULOS ADULTOS

Dia 07/12

Boi Estrelado – Grupo Teatral Ariano Suassuna/Igarassu-PE

Texto: Albanita Almeida e Direção: André Ramos

Intrometida, uma das estrelas da constelação Cruzeiro do Sul, vive observando o Planeta Terra e apaixona-se pela dança dramática, Boi Bumbá, passando então a sonhar, em um dia participar desta fantástica manifestação da cultura popular. Em busca de seu desejo, tenta convencer suas amigas, as outras estrelas da constelação, Pálida, Rubídea, Mimosa e Magalhães a embarcarem juntos nessa aventura. Um espetáculo que traz ao público a magia, a importância de sonhar e ir em busca de seus sonhos.

Dia 08/12

Meu Corpo Sangra, Meu Corpo Chora – Grupo Cultural Rala Coco Maria / Igarassu- PE

Texto: Criação Coletiva e Direção: Joel Carlos dos Pretos e Paulo André Teixeira

Após 15 anos de história o Grupo Cultural Rala Coco Maria estreia seu primeiro musical, Meu corpo sangra, meu corpo chora, retrata a vida e luta dos povos originários diante do massacre atemporal sofrido no mundo. Durante séculos os Povos Indígenas e Negros lutam pela igualdade racial e contra o racismo econômico, institucional, cultural entre outros provocados pela sociedade intolerante. O espetáculo traz em sua composição relatos e denuncia com cantos, ritmos, corpos e elementos, mostrando assim o pertencimento da vida e dignidade do nosso povo.

Dia 09/12

Maria’s – Cia Oxente /João Pessoa- PB

Texto e Direção: Antônio Deol

Um espetáculo intimista, o público se posiciona ao redor da cena tornando-se parte integrante do mesmo. A encenação aborda um episódio da vida da rainha escocesa Maria Stuart. Com ela e através dela reflete situações vividas e vivenciadas por diversas mulheres. Alude a um período remoto em possíveis diálogos com a contemporaneidade; defendendo a libertação desse ser mulher – a libertação desse ser Maria.

Dia 10/12

Depois do Fim do Mundo – Cia Experimental de Teatro/ Vitória de Santo Antão- PE

Texto: Raphael Gustavo e Direção: César Leão

Mundo Pós – pandêmico e Pós – apocalíptico. 32 anos depois da Pandemia do Coronavírus que assolou a humanidade no final de 2021, um homem sobreviveu e busca entender o que era o mundo antes desse fim e de como ele pode ter sido salvo a partir do amor de uma mulher: sua mãe, a atriz que protegeu sua gestação dentro de um teatro e deixou um caderno de memórias contando como era o mundo antes do fim. Agora resta sua última noite nesse lugar tentando criar a coragem de ir embora e descobrir se mais alguma coisa sobreviveu.

Dia 11/12

Berço Esplêndido – Uma Comédia Necropolítica – Pedro Portugal Produções/ Recife-PE

Texto: Flávio Costa e Priscila Scholz e Direção: Quiercles Santana

Berço esplêndido é uma tragicomédia sobre a intolerância, sobre a linha  fronteiriça que separa o amor do ódio, sobre a incapacidade de dialogar e de tentar ver o mundo pela perspectiva do outro, sobre a política de morte que nos leva a criar trincheiras e a rechaçar tudo o que não estiver conforme o nosso ponto de vista; sobre o efeito manada que nos adequa a padrões de pensamento, nos impedindo de refletir por nós mesmos o universo ao nosso redor. É uma comédia absurda sobre o grotesco, o vazio moral e o nosso sangue derramado impunemente. É um convite a rir das nossas misérias. E a refletir sobre elas. Enquanto pudemos.

ESPETÁCULOS PARA INFÂNCIA E JUVENTUDE

Dia 08/12

Intervenção de Palhaçaria – Cia Brincantes de Circo/ Recife-PE

Texto: Jerlane Silva e Direção: Coletiva (Cia Brincantes de Circo)

Intervenção de Palhaçaria é uma construção artística que, através da relação direta com o público, passeia pela poesia e ludicidade do palhaço, utilizando em seu roteiro mágica cômica, entradas, reprises e gags da palhaçaria brasileira.

Dia 09/12

Histórias da Carochinha – Grupo Teatral Ariano Suassuna / Igarassu-PE

Texto: Criação Coletiva e Direção: André Ramos

Dona Carochinha, personagem que permeia o imaginário popular, traz para a cena, junto com seu fiel escudeiro, o Lobo Lobato, histórias das tradições orais já conhecidas pelo público. Um espetáculo para todas as idades e que envolve o público por sua magia e simplicidade.

09/12

GRANDE CIRCO DAS MARAVILHAS – Companhia Maravilhas/ Recife-PE

Texto: Márcia Cruz e Direção: Cláudio Lira

O GRANDE CIRCO DAS MARAVILHAS é um espetáculo sobre alegria, circo e memórias e tem direção de Cláudio Lira. A encenação parte tanto das memórias afetivas que os artistas do projeto têm com o Circo, como também da memória do próprio circo, sua trajetória e seus números tradicionais de palhaçaria. A estética dialoga com a infância do diretor que via nos circos sem lonas um sopro de poesia no cotidiano de um menino sertanejo. A dramaturgia, assim como o espetáculo, está em processo e narra a itinerância de uma trupe de palhaços que está sempre chegando para fazer sua grande apresentação, mas nem tudo sai como imaginado. Aos poucos, através da poesia do circo, o trio revela sua grande força, o riso. Não aquele mordaz, ácido, mas o rir junto, aquele que provoca o efêmero encontro entre sorrisos e gera assim a força matriz do circo, a da alegria de celebrar a vida e reinventar-se, dia após dia.

 

Dia 10/12

Céu Estrelado – Grupo Teatral Pedra Polida/ Camaragibe-PE

Texto e Direção: Anderson Abreu

O espetáculo Céu Estrelado conta a história de crianças que moram na comunidade chamada Tripé. As crianças e seus objetos precisam viver suspensos devido aos movimentos da água, que provocam enchentes. O espetáculo é uma reflexão, de forma lúdica, sobre o universo das crianças ribeirinhas que convivem com os efeitos provocados pelas mudanças climáticas e com os desafios das águas.

Dia 11/12

Frevo na Ponta do Nariz – Coletivo 3º Ato/ Camaragibe-PE

Texto: Criação Coletiva ( Coletivo 3º Ato) E Direção: Paula de Tássia

Frevo na Ponta do Nariz traz uma mescla de artes cênicas, música e história, apresentada pelos palhaços Carambola, Dunga e Sem Nome. Além da realização de números do universo circense, a contação de fatos, curiosidades e figuras importantes ligadas ao frevo, os palhaços também ensinarão passos de frevo durante a apresentação.

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