Mundo do pescado reunido em Foz do Iguaçu nesta semana

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O International Fish Congress reúne a cadeia do pescado nesta semana (24 a 26 de novembro) em Foz do Iguaçu, no Paraná, para debater a nova realidade da aquicultura brasileira com especialistas de quatro continentes

Com mais de 40 conferencistas do Brasil e do exterior e uma centena de empresas participando, transcorre em Foz do Iguaçu (Paraná) até sexta-feira (26) a terceira edição do International Fish Congress & Fish Expo (IFC 2021). O congresso e a feira se tornaram os eventos de maior expressão do setor brasileiro de pescado.

Cerca de 1,2 mil pessoas participam de uma vasta programação que inclui Feira de negócios, mostra de tecnologia, rodadas de negócios, congresso internacional, Aquatech (startups e aceleração), Inova Água (mostra de trabalhos científicos), Arena do Conhecimento Sebrae  entre outras atividades simultâneas e paralelas que se desenvolvem no Maestra Convention – Recanto Cataratas Thermas e Resort. O evento oferece uma experiência nova com o Hands On Aqua, um espaço para interação com novas tecnologias como recirculação e produção em alta densidade, produção em grandes tanques e novas tecnologias que estão chegando ao mercado.

O presidente do IFC 2021, ex-ministro da pesca Altemir Gregolin, realça que o dinamismo do Congresso reflete o bom momento que vive a cadeia da aquicultura e pesca com a abertura de novos mercados, investimentos nacionais e internacionais na expansão da produção e do processamento, além de aquisições e fusões de companhias da área de aquicultura e pesca. “O conceito central do IFC 2021 é reunir em um só tempo e  lugar o conjunto da cadeia produtiva do pescado, para discutir tendências, projetar o futuro e construir  caminhos para o desenvolvimento com a  visão de futuro, consolidar uma cadeia  competitiva e sustentável.”

O dirigente assinala que o Brasil tem um grande potencial, com capacidade para produzir 20 milhões de toneladas/ano. “Temos as melhores condições do mundo para a produção, clima favorável, uma costa de  mais de 8.500 km de extensão, 13% da água doce do mundo, espécies nobres, além de fontes de matéria-prima como soja e milho para ração de qualidade. Para isso, precisamos ter a cadeia estruturada e sermos competitivos globalmente. O evento se propõe a avançar nessas discussões”.

PRESENÇA

Mais de 100 estandes de empresas nacionais e internacionais apresentam máquinas, equipamentos e insumos; espaço para novas tecnologias de recirculação e palestrantes de mais de 15 países, entre os maiores especialistas do mundo.

Uma pauta presente nas palestras e discussões é a sustentabilidade do setor que cresce celeremente ancorada, em grande parte, na esteira das cooperativas no Sul do país que agregaram a expertise da produção avícola para a cadeia do pescado.

Em face desse potencial, o International Fish Congress se destaca como uma bússola para a organização de cadeia de pescados. “Na perspectiva de desenvolvimento competitivo, sustentável e focado no mercado global. Esse é o tripé do evento”, informa Gregolin. “Desde a primeira edição, em 2019, o IFC tem esse mote. Por isso é um evento de cadeia”, completa.

Tendências globais de consumo de pescados como praticidade, produção sustentável social e ambientalmente são questões que impactam a cadeia. “O consumidor quer saber como a proteína foi produzida, qual o impacto regional, em termos de emprego e renda, como impacta nas condições de vida das pessoas, de preservação ambiental, entre outros. Tudo isso com competitividade e qualidade”, afirma.

A diretora executiva Eliana Panty mostra que expandir substancialmente a produção de alimentos vindos da água tem benefícios e compensações, mas exigirá governança nacional e inter-regional, bem como capacidade local para garantir equidade e sustentabilidade. “O acesso às tecnologias precisa ser impulsionado por políticas públicas e ambiente seguro para produzir”, enfatiza.

QUEM FAZ O IFC BRASIL

O 3º International Fish Congress tem a coorganização da Fundação de Apoio ao Ensino, Extensão, Pesquisa e Pós-Graduação  (FUNDEP) e da UNIOESTE com apoio do SEBRAE, Secretaria Nacional de Aquicultura e Pesca (SAP) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Governo do Estado do Paraná; Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA), Associação de Produtores de Peixes do Brasil (Peixe BR), Associação das Indústrias de Pesca (ABIPESCA), Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Agência de Fomento do Paraná, Sanepar e Copel.  O  IFC 2021  conta ainda com o apoio da Organização das Cooperativas do Paraná (OCEPAR) e Sistema FAEP/SENAR-PR.

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