OCESC elogia medidas para a agricultura, e pede retomada da construção civil em SC

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Luiz Vicente Suzin, presidente da Ocesc.

Esse setor comanda uma grande cadeia produtiva, com mais de 15.400 empresas que sustentam cerca de 100 mil  empregos diretos

As necessidades do setor primário (especialmente da agricultura e da pecuária) foram atendidas nas medidas governamentais de enfrentamento à pandemia do Coronavírus. Agora, é importante avançar em outras áreas essenciais. Por isso, a retomada da construção civil em todo o território catarinense está sendo reivindicada pela Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC) ao Governo Estadual como medida necessária para a volta da normalidade das atividades econômicas.

O presidente Luiz Vicente Suzin observou que, em Santa Catarina, esse setor comanda uma grande cadeia produtiva, com mais de 15.400 empresas que sustentam cerca de 100 mil  empregos diretos, com importante contribuição de 6% para a formação do PIB (Produto Interno Bruto) catarinense.

O dirigente elogiou as medidas governamentais que permitiram o pleno funcionamento da agricultura, da pecuária e das agroindústrias, bem como o livre trânsito dos produtos agroalimentares, setor imprescindível para a segurança alimentar da população. Também destacou como positiva a autorização para que os fornecedores de insumos para a agropecuária – fertilizantes, sementes, rações etc. – continuassem em atividade.

Suzin pede a mesma compreensão para a construção civil, lembrando que ela está transversalmente integrada a muitos outros setores, como os projetos habitacionais, industriais, agrícolas e de obras de infraestrutura e de superestrutura de interesse público.

A indústria da construção civil representa 31% do total das empresas industriais existentes em território catarinense e tem milhares de fornecedores, entre eles, outras indústrias de matérias-primas, insumos, máquinas e equipamentos que geram milhares de empregos.

O segmento reúne grandes, médias e pequenas empresas, ao lado de trabalhadores autônomos e microempreendedores individuais. Dos 15.404 estabelecimentos, 99,5% são micro ou pequenas indústrias (até 99 empregados), que juntos empregam 81,1% de todos os trabalhadores do setor.

Suzin alerta que “toda essa cadeia fica prejudicada, mas, em especial, os autônomos sofrem violentamente com a paralisação das atividades, pois contam com capacidade financeira limitada, geralmente não têm reservas e entram em colapso quando o trabalho cessa e o fluxo financeiro de entradas fica paralisado”.

Essa paralisação também atinge a base produtiva no campo, onde projetos de construção, reforma ou ampliação de instalações agrícolas e pecuárias ficam prejudicados, afetando o desempenho da produção.

O presidente da OCESC destacou que – assim como as empresas de atividades essenciais que estão trabalhando nesse quadro de quarentena horizontal – as construtoras estão preparadas e estruturadas para preservar a saúde, a segurança e o bem-estar dos trabalhadores, adotando todas as normas e protocolos  indispensáveis à neutralização do avanço do Coronavírus.

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