Oftalmologista alerta sobre doença ocular relacionada ao estresse

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De acordo com o oftalmologista Paulo Saunders, do Oftalmax, sintomas como a grande distorção das cores e do formato dos objetos, falta de foco e impossibilidade de ler, podem estar associados à coriorretinopatia serosa central

Após um ano de pandemia, as incertezas em relação ao contágio e a mudança no dia a dia vêm colaborando para o aumento do estado de estresse que, somado à ansiedade, pode causar várias doenças, inclusive as oculares. Sintomas como a grande distorção das cores e do formato dos objetos, falta de foco e impossibilidade de ler podem estar associados à coriorretinopatia serosa central. A patologia, quando diagnosticada, é possível ser tratada com cirurgia a laser, por um oftalmologista, por isso a importância de ter o acompanhamento de um profissional especializado.

A doença é localizada na retina, área do segmento posterior dos olhos responsável pela formação de imagens. “Quando a serosa central se desenvolve, ocorre um vazamento e acúmulo de líquido seroso embaixo da retina, na região da mácula, porção central da retina responsável pela visão de qualidade e de detalhes. Através disso pode ocorrer uma diminuição da acuidade visual (mancha escura no centro do campo visual), como também a distorção e embaçamento da visão”, explica o oftalmologista do Oftalmax, Paulo Saunders.

O diagnóstico da patologia é realizado por meio de exames oftalmológicos da retina, angiofluoresceinografia e tomografia da mácula. O tratamento, que pode ser realizado com laser no foco do extravasamento de líquido, traz uma melhora da visão mais rápida, com consequente melhora da qualidade de vida e retorno precoce ao trabalho e atividades habituais. Em aproximadamente 80% dos casos pode haver melhora espontânea, sem necessidade de laser, em algumas semanas ou meses. “Para o paciente, é crucial tentar controlar o principal fator de risco, o estresse”, alerta o oftalmologista.

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