Profissionais da Funase relatam vivências da pandemia, para médicos em formação no Rio de Janeiro

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Projeto de extensão desenvolvido pelas Universidades Federais Fluminense (UFF) e do Rio Grande do Sul (UFRGS), busca debater sobre ações de saúde voltadas a servidores e adolescentes do sistema socioeducativo

Profissionais da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase), instituição ligada à Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude de Pernambuco (SDSCJ), estão participando de um projeto de extensão juntamente com estudantes e pesquisadores das Universidades Federais Fluminense (UFF) e do Rio Grande do Sul (UFRGS). A ideia é discutir práticas de cuidado com a saúde dentro do sistema socioeducativo, levando em conta a pandemia, a partir do compartilhamento de experiências de quem vivencia esse trabalho. Nesta terça-feira (20), haverá mais uma roda de conversa virtual sobre a temática.

O projeto de extensão contempla a formação de alunos do 2º período do curso de medicina da UFF. Em carta de convite enviada aos profissionais da Funase, os pesquisadores ressaltaram o caráter delicado do trabalho com adolescentes e jovens em cumprimento de medidas socioeducativas e a preocupação sobre como a pandemia pode acentuar situações de vulnerabilidade em meio a esse público. Nesse sentido, a proposta do projeto de extensão, segundo os idealizadores, é uma oportunidade de levar, para a formação de futuros médicos, olhares e demandas de saúde de quem compõe a comunidade socioeducativa.

A UFF está na parceria por meio do Instituto de Saúde Coletiva. A cooperação também envolve o Núcleo de Estudos em Políticas e Tecnologias Contemporâneas de Subjetivação do Instituto de Psicologia da UFRGS e o Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) Pirapama, vinculado à Funase. Em Pernambuco, participaram da primeira roda de diálogo do projeto a coordenadora-geral e o coordenador técnico da unidade, Cristyane Galindo e Valdir Peixoto, respectivamente, além de servidores técnicos, agentes socioeducativos e uma profissional de enfermagem que atua no atendimento aos socioeducandos em internação no Case Pirapama.

“Durante esses encontros, vai surgir a construção de projetos voltados ao cuidado com os funcionários do Case Pirapama e pode surgir também algum projeto de cuidado direcionando aos adolescentes. Enquanto profissionais do sistema socioeducativo, estamos participando como convidados desse projeto de extensão, que já existia e que está direcionado seus olhares para práticas de saúde dentro da socioeducação, contribuindo para que essas reflexões impactem a formação de futuros médicos”, explica Cristyane.

 

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