Terapia Ocupacional fortalece autonomia e inclusão de crianças com TEA no dia a dia

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Foto: Divulgação

Atividades como alimentação, higiene, vestuário e brincadeiras, podem ser utilizadas para estimular habilidades e ampliar a participação das crianças na rotina

Conseguir se vestir, escovar os dentes, usar os talheres, experimentar novos alimentos, brincar com outras crianças ou participar de uma atividade na escola. Tarefas que fazem parte da rotina podem representar desafios importantes para algumas crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Nesses casos, estratégias individualizadas podem ajudar a desenvolver habilidades e ampliar a autonomia e a participação da criança em diferentes ambientes.

As dificuldades podem estar relacionadas a diferentes aspectos. Algumas crianças apresentam maior sensibilidade a sons, cheiros, sabores, texturas ou ao contato físico, enquanto outras podem ter dificuldades de coordenação motora, planejamento, organização ou adaptação a mudanças na rotina. Compreender o que está por trás de cada dificuldade é importante para encontrar maneiras de tornar as atividades mais acessíveis e funcionais.

“Quando uma criança tem dificuldade para realizar uma atividade, é importante entender o motivo. Às vezes, ela não consegue realizar uma tarefa não por falta de interesse ou vontade, mas porque existe uma dificuldade específica envolvida naquele processo. A partir dessa compreensão, conseguimos pensar em estratégias que facilitem a participação e respeitem as características daquela criança”, explica a terapeuta ocupacional Renata Andrade, do Instituto do Autismo.

É nesse processo que a Terapia Ocupacional pode contribuir. Atividades presentes na rotina são utilizadas como recursos para estimular diferentes habilidades, sempre de acordo com as necessidades de cada criança. Vestir uma roupa, alimentar-se, brincar, organizar objetos ou realizar cuidados de higiene, por exemplo, podem fazer parte dos objetivos trabalhados durante o acompanhamento.

“O objetivo não é simplesmente fazer com que a criança cumpra uma determinada tarefa. É ajudá-la a participar das atividades que fazem parte da sua vida com o máximo de autonomia possível. Uma pequena conquista, como conseguir usar um talher ou colocar uma peça de roupa sozinha, pode representar uma mudança muito significativa para aquela criança e para a família”, destaca a profissional.

A participação da família também é importante para que as habilidades desenvolvidas possam fazer parte da rotina. Orientações podem ajudar os responsáveis a transformar situações do cotidiano em oportunidades de aprendizagem, sem transformar cada atividade em uma obrigação ou cobrança. O respeito ao tempo, aos interesses e às particularidades da criança deve fazer parte desse processo.

Para além da realização de tarefas, o desenvolvimento da autonomia está relacionado à possibilidade de a criança participar mais ativamente da vida em casa, na escola e em outros espaços de convivência. Por isso, trabalhar habilidades funcionais pode contribuir não apenas para a independência, mas também para a inclusão e a qualidade de vida.

O tema ganha destaque em outubro, quando é celebrado, neste dia 13, o Dia do Terapeuta Ocupacional, profissional que atua justamente na promoção da participação e da autonomia por meio das atividades que fazem parte da vida cotidiana.

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