Transplante renal: Cirurgias são retomadas no Hospital das Clínicas, da UFPE

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O primeiro procedimento pós-pandemia foi realizado entre parentes, na manhã da quinta-feira(1º)

O Hospital das Clínicas voltou a realizar cirurgias de transplante renal intervivos (com doador vivo) que estavam suspensas devido às medidas de biossegurança impostas para evitar a disseminação do novo coronavírus, em mais um passo de seu plano de retomada das atividades. O primeiro procedimento pós-pandemia foi realizado entre parentes, na manhã de quinta-feira (1º). O HC é unidade vinculada à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

Os transplantes renais podem ser realizados tanto com o doador falecido quanto vivo, sendo esta a cirurgia realizada no HC, com o doador e receptor tendo grau de parentesco até o quarto grau ou cônjuges, após a realização de uma série de exames que investigam a compatibilidade e viabilidade do procedimento. Quando o doador é vivo e tem parentesco próximo com o receptor, os resultados do transplante são superiores àqueles que se obtêm com rim de doador falecido, segundo pesquisas. O transplante renal é a melhor opção de tratamento para os pacientes em estágio terminal da insuficiência renal crônica.

“Uma série de exames laboratoriais e de imagem, incluindo a investigação da anatomia dos órgãos (do sistema urinário) e dos vasos renais, atesta a compatibilidade e possibilidade do transplante. É muito importante que o doador esteja bem, não tenha doenças transmissíveis e que a doação não lhe acarrete riscos no futuro”, explica a nefrologista Larissa Guedes, que coordena o Serviço de Transplante Renal do HC.

A necessidade de adoção de cuidados para evitar a ampliação da pandemia provocou a suspensão de atividades de serviços de saúde relacionados a uma série de procedimentos, incluindo aqueles tipos de transplantes que poderiam ser adiados, como os de rins. Isso provocou, no Brasil, uma queda no número dessas operações.

“Reabrimos o Ambulatório Pré-Transplante em agosto para voltar a receber as duplas (doador e receptor) e optamos por retomar os procedimentos com toda a segurança para todos agora em outubro. A nossa meta é realizar um procedimento por mês”, salienta a nefrologista Larissa Guedes.

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