UFPE firma acordo com a Agência de Cooperação Internacional do Japão, para o enfrentamento da Covid-19 no Brasil

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Vice-reitor, diretor do Lika e reitor, comemoraram a parceria com o Japão.(Foto: Anderson Lima).

Laboratório passará a contar com um sistema imunológico e de análise proteômica

Da assessoria do Lika

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), por meio do Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (Lika), firmou um acordo com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) para a implementação do plano intitulado “Projeto de Melhoria da Capacidade Institucional contra a covid-19” que tem como principal objetivo desenvolver soluções e respostas inovadoras, em curto prazo de tempo, para auxiliar no combate da crise sanitária imposta pela covid-19. A assinatura do acordo, que também conta com a participação da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) – ligada ao Ministério das Relações Exteriores – e com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – ligada ao Ministério da Saúde – foi realizada
na última sexta-feira (17), em cerimônia virtual, e será válida até o dia 31 de março de 2022.

cerimônia contou com a participação do reitor Alfredo Gomes e do vice-reitor Moacyr Araújo, da UFPE; do diretor do Lika, José Luiz de Lima Filho; do embaixador do Japão no Brasil, Akira Yamada; do representante sênior da Jica, Shinji Sato; do diretor da ABC, Ruy Pereira; e do vice-presidente da Fiocruz, Rodrigo Correia.

Durante o evento, foram apresentados os objetivos e benefícios do projeto e dentre eles está o aprimoramento da capacidade de diagnóstico, tratamento, aplicação de vacinas, e do conhecimento da fisiopatologia da doença no Brasil.

Para o reitor Alfredo Gomes, essa é mais uma parceria importante do Lika com o Japão no combate à pandemia. “Esse é um momento de grande satisfação para a Universidade Federal de Pernambuco ter o Lika mais uma vez envolvido em uma parceria com o governo japonês. Essa cooperação é importante porque ela será somada às demais ações que estamos desenvolvendo para o enfrentamento da covid-19”, ressaltou.

O aporte oferecido pelo Japão ao Lika contará com a instalação de um sistema imunológico e sistema de análise proteômica – sendo os únicos na Região Norte/Nordeste – que ajudarão a identificar as variantes do vírus e a entender suas consequências no paciente, além de treinamentos em grupo e outros seminários técnicos sobre a experiência do Japão em relação à covid-19.

Segundo o representante sênior da Jica, Shinji Sato, com a assinatura do acordo, a etapa de preparação do projeto poderá ser terminada e uma nova fase será iniciada. “Poder estar aqui acompanhando esse processo é algo bastante satisfatório. Com essa assinatura poderemos terminar a etapa de preparação para começar a etapa de execução do projeto, beneficiando assim o povo brasileiro. O passo agora será agilizar os equipamentos que serão ofertados à Fiocruz e ao Lika para que os trabalhos possam ser iniciados”, afirmou.

Por meio destes sistemas de ponta, o Lika poderá estudar as células do organismo de pacientes acometidos pela covid-19 para entender melhor a resposta imunológica desses pacientes, e também, como os painéis de proteínas, principalmente, relacionadas às defesas do organismo irão reagir diante de uma infecção pela doença.

O diretor do Lika, José Luiz de Lima Filho, relembrou que a criação do laboratório, há 35 anos, foi proveniente também de um acordo de cooperação com o Japão. Ele reforçou a relação de proximidade que o laboratório possui com o país e que se materializa nos diversos projetos que já foram executados mediante parcerias.

“Há 35 anos, o Lika foi formado por um acordo de cooperação com o Japão e esse foi um momento bastante marcante, e agora, temos um novo projeto de cooperação com este país que está cada vez mais próximo de nós no enfrentamento da pandemia. Com a aquisição dessas tecnologias de última geração poderemos entender melhor a resposta imunológica dos pacientes acometidos pela covid-19 e isso poderá favorecer o desenvolvimento de técnicas profiláticas, gerando mais contribuições para o desenvolvimento e aperfeiçoamento de medicamentos e vacinas”, finalizou.

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