
A insuficiência cardíaca ocorre quando o coração perde a capacidade de bombear sangue de forma eficiente, comprometendo o funcionamento do organismo e reduzindo a qualidade de vida
Celebrado em 9 de julho, o Dia Nacional de Alerta à Insuficiência Cardíaca chama a atenção para uma doença que afeta milhões de brasileiros e representa um dos maiores desafios da cardiologia. A insuficiência cardíaca ocorre quando o coração perde a capacidade de bombear sangue de forma eficiente, comprometendo o funcionamento do organismo e reduzindo a qualidade de vida.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), cerca de 2 milhões de brasileiros convivem com a doença, com aproximadamente 240 mil novos casos por ano. A insuficiência cardíaca também está entre as principais causas de internação pelo Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente entre idosos.
Para a cirurgiã cardiovascular do Real Instituto de Cirurgia Cardiovascular (RICCA), Dra. Fabiana Oliveira, a maioria dos casos está relacionada a doenças que poderiam ser prevenidas ou tratadas precocemente. “Hipertensão, infarto, doença arterial coronariana, alterações nas válvulas cardíacas e algumas arritmias são as principais causas da insuficiência cardíaca. O problema é que muitos pacientes só procuram atendimento quando o coração já está bastante comprometido”, explica.
A especialista destaca que a doença costuma evoluir de forma silenciosa. Cansaço excessivo, falta de ar, inchaço nas pernas, ganho de peso por retenção de líquidos e dificuldade para dormir deitado estão entre os principais sinais de alerta. “A insuficiência cardíaca não significa que o coração parou de funcionar, mas que perdeu eficiência para bombear sangue. Quanto mais cedo for diagnosticada, maiores são as chances de controlar sua evolução e evitar complicações”, ressalta.
O envelhecimento da população e o aumento de doenças como hipertensão, diabetes e obesidade têm contribuído para o crescimento dos casos. Estima-se que cerca de metade dos pacientes diagnosticados necessite de internação em algum momento da evolução da doença, o que reforça a importância do diagnóstico precoce.
Embora seja uma doença crônica, os avanços no tratamento têm proporcionado melhor qualidade de vida aos pacientes. Mudanças nos hábitos, uso de medicamentos, acompanhamento especializado e, em casos específicos, procedimentos cirúrgicos podem controlar os sintomas e melhorar a função do coração.
“O principal cuidado é não esperar os sintomas aparecerem. Manter a pressão arterial e o colesterol controlados, praticar atividade física, alimentar-se de forma saudável e realizar consultas periódicas são medidas fundamentais para preservar a saúde cardiovascular”, conclui a Dra. Fabiana Oliveira.
Neste Dia Nacional de Alerta à Insuficiência Cardíaca, o recado é claro: cuidar do coração antes que ele dê sinais de falha continua sendo a melhor estratégia para reduzir uma doença que ainda responde por milhares de internações e mortes todos os anos no Brasil.
SERVIÇO:
Real Instituto de Cirurgia Cardiovascular (RICCA)
Endereço: Av. Gov. Agamenon Magalhães, 4760 – Paissandu
Instagram: @ricca_rhp







