Simepe, Cremepe e Corpo clínico do Hospital Pelópidas Silveira (HPS), se reúnem em busca de soluções para as demandas dos médicos e médicas da unidade

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Foto: Divulgação

O encontro realizado na sede do Cremepe, no bairro do Espinheiro, teve como pauta principal a elevada demanda assistencial na Sala Vermelha da unidade

Com o objetivo de construir soluções para as demandas das médicas e dos médicos, o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) e o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) reuniram-se na tarde da quinta-feira (16), com o corpo clínico do Hospital Pelópidas Silveira (HPS). O encontro, realizado na sede do Cremepe, no bairro do Espinheiro, teve como pauta principal a elevada demanda assistencial na Sala Vermelha da unidade.

Representando o Simepe, participaram da reunião a presidente, Carol Tabosa, e o diretor Rodrigo Rosas.
Durante o encontro, os médicos relataram inadequação da escala de plantões frente à demanda assistencial, necessidade de substituição de equipamentos e outras fragilidades estruturais que impactam diretamente o funcionamento do serviço.

Recentemente, as diretorias das duas instituições dialogaram com a gestão do HPS e da Fundação Gestão Hospitalar Martiniano Fernandes (FGH), com o objetivo de debater irregularidades identificadas em fiscalizações realizadas pelo Cremepe nos meses de junho e setembro de 2025. Entre os principais pontos apontados, destacam-se escalas incompletas, ausência de condições adequadas de privacidade para os pacientes e descumprimento de normas básicas para serviços de urgência e emergência.

Na última segunda-feira (13), Simepe e Cremepe realizaram nova visita ao HPS. Na ocasião, foram constatados problemas nas salas de observação amarela e vermelha, especialmente relacionados ao subdimensionamento da equipe médica frente à demanda existente, o que repercute diretamente nas condições de trabalho dos profissionais e na qualidade da assistência prestada à população.

Para a presidente do Simepe, Carol Tabosa, a situação no HPS traz impactos tanto para o corpo clínico quanto para a sociedade. “Aqui, conseguimos ouvir os colegas sobre a sobrecarga enfrentada diariamente no serviço. Essa realidade impõe limites operacionais que acabam repercutindo na assistência aos pacientes”, afirmou.

Uma nova reunião com a gestão do HPS está marcada para o dia 24 de abril. “Precisamos avançar em soluções que contemplem não apenas os médicos que atuam na unidade, mas, sobretudo, os pacientes, garantindo uma assistência digna e segura”, finalizou a presidente do Simepe.

O Simepe seguirá acompanhando de forma permanente a situação da unidade, reafirmando seu compromisso com os pacientes, médicos e médicas que atuam na unidade.

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