Pernambuco amplia público nos estádios de futebol para até 30% da capacidade

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Participaram da coletiva os secretários André Longo (Saúde) e Rodrigo Novaes (Turismo e Lazer), além da secretária-executiva de Desenvolvimento Econômico, Ana Paula Vilaça // FOTO: Hélia Scheppa/SEI

Mudança vale a partir desta segunda-feira. Já os bares e eventos poderão funcionar sem restrição de horário

O Governo de Pernambuco anunciou, durante coletiva de imprensa, na última
quinta-feira (28.10), a autorização para ampliação do público nos
estádios de futebol profissional para até 30% da capacidade do local.
Além disso, outras atividades econômicas, a exemplo dos eventos
culturais, sociais e corporativos, bares e restaurantes, clubes sociais,
cinemas, teatros, circos, academias e shoppings poderão funcionar todos
os dias da semana, sem restrição de horário. As mudanças passam a
valer nesta segunda-feira (01.11) em todo o Estado.

Participaram da coletiva os secretários André Longo (Saúde) e Rodrigo
Novaes (Turismo e Lazer), além da secretária-executiva de
Desenvolvimento Econômico, Ana Paula Vilaça. Segundo ela, mesmo com os
novos anúncios, permanece necessário o controle seguro do esquema
vacinal. Em relação às competições esportivas, eventos sociais,
culturais e corporativos, shows, bailes e vaquejadas, o limite de
público passa a ser de cinco mil pessoas ou 80% da capacidade do local,
o que for menor. “Em todas as modalidades de eventos e shows ainda é
preciso seguir a regra de que no mínimo 50% das pessoas presentes no
espaço devem estar acomodadas em mesas e cadeiras”, acrescentou.

Cinemas, teatros, circos e museus poderão funcionar com 100% da
capacidade. Em relação aos cinemas, teatros e circos será preciso
realizar o controle vacinal, a partir de 300 pessoas. Os produtores de
eventos podem continuar contando com a plataforma Passe Seguro, selo
lançado pelo Governo de Pernambuco que certifica os aplicativos que
garantem o acesso, com agilidade e segurança, a eventos e shows.

FERNANDO DE NORONHA – Durante a coletiva também foram anunciadas
flexibilizações específicas para o Arquipélago de Fernando de
Noronha. A partir desta segunda-feira, está autorizada a divulgação
de festas de réveillon na ilha, inclusive em espaços públicos. Por
enquanto não há previsão de liberação da festividade em outras
regiões do Estado. Além disso, o uso de máscara em locais abertos sem
aglomerações, em Fernando de Noronha, deixará de ser obrigatório a
partir do dia 17 de novembro.

“Infelizmente, essa conquista não pode ser estendida ao restante do
Estado, porque ainda não há condições sanitárias para tanto.
Precisamos avançar mais na vacinação para que medidas como essas
possam chegar ao continente. Estamos com apenas 60% da população
elegível completamente imunizada e temos mais de 500 mil pernambucanos
com a segunda dose em atraso”, frisou o secretário estadual de
Saúde, André Longo. Ainda em Fernando de Noronha, a partir do dia 1º
de dezembro só será permitido desembarcar com a apresentação da
carteira de vacinação digital com as duas doses da vacina ou vacina de
dose única.

VACINA SIM – Desde o começo da vacinação contra a Covid-19, 95% dos
registros de casos graves confirmados envolveram pacientes que não
estavam com ciclo vacinal completo. De acordo com levantamento da
Secretaria Estadual de Saúde, nesse período o Estado confirmou 22.968
casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) com o novo
coronavírus. Desse total, 74% dos pacientes (16.987) não haviam tomado
nenhuma vacina contra a doença e 20% (4.487) só tinham tomado uma
dose. Além disso, outros 331 pacientes (1%), apesar de terem tomado
duas doses, adoeceram antes do prazo em que o imunizante garante a
proteção.

“Os números e o relato dos hospitais nos mostram claramente que as
vacinas são eficazes contra a Covid-19. Com o ciclo completo, a chance
de contaminação com a forma grave da doença e de morrer são muito
menores. Graças à vacina, estamos conseguindo reverter o cenário da
pandemia no nosso Estado, e é o indicador da vacinação que vai
permitir novas conquistas no Plano de Convivência”, destacou André
Longo. O levantamento foi feito a partir do cruzamento do Notifica PE
com o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações
(SIPNI).

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